Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Brasil

Perito da PF acompanhará integralmente a autópsia de Juliana Marins

Corpo de Juliana Marins chegou ao Brasil e passará por nova autópsia no IML do Rio. Perito da PF acompanhará todo o procedimento

01/07/2025 18:31, atualizado 01/07/2025 18:33
Instagram/Reprodução
Corpo de Juliana Marins chegará ao Rio de Janeiro nesta quarta (2/7) - Metrópoles

Um perito da Polícia Federal (PF) acompanhará integralmente a nova autópsia do corpo da brasileira Juliana Marins, marcada para esta quarta-feira (2/7), no Instituto Médico Legal (IML) Afrânio Peixoto, no centro do Rio de Janeiro. A medida foi definida em audiência realizada nesta terça-feira (1º/7), com participação da Advocacia-Geral da União (AGU), da Defensoria Pública da União (DPU) e do governo estadual do Rio.

O corpo de Juliana chegou ao Brasil no final da tarde desta terça, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, e foi transportado para o Rio de Janeiro por um avião da Força Aérea Brasileira (FAB). O traslado até o IML será feito pelo Corpo de Bombeiros do estado, sob escolta e monitoramento da PF.

Juliana morreu após cair durante uma trilha no vulcão Rinjani, na Indonésia, na última semana. A nova perícia no Brasil foi solicitada pela família, que busca esclarecer divergências no laudo feito por autoridades indonésias, sobretudo em relação ao momento da morte.

Conforme a AGU, o perito da PF prestará apoio técnico durante todo o procedimento, acompanhando diretamente os trabalhos da equipe do IML. A iniciativa visa garantir rigor científico e transparência na análise das causas da morte da jovem.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

Cronologia do caso:

  • Sábado (21/6): Juliana Marins fazia uma trilha no Monte Rinjani e caiu cerca de 200 metros em terreno íngreme do vulcão. Buscas começaram, e a turista foi filmada por drone sentada na encosta. Nas imagens ela ainda se mexia.
  • Domingo (22/6): Resgate foi suspenso por causa das condições climáticas na região, com muita neblina. Itamaraty informou que estava em contato direto com autoridades locais
  • Segunda-feira (23/6): Drone operado por resgatistas chegou até a jovem. Ela aparecia imóvel a 400m do penhasco do vulcão.
  • Terça-feira (24/6): Equipes de resgate encontraram o corpo de Juliana a 600m de profundidade.
  • Quarta-feira (25/6): O corpo da brasileira foi retirado do Monte Rinjani, já sem vida. Juliana foi içada com uso de cordas. O processo de evacuação por helicóptero não pôde ser realizado devido às condições climáticas.

Perito da PF acompanhará integralmente a autópsia de Juliana Marins - destaque galeria
5 imagens
Juliana Marins
Juliana Marins com pai, mãe e irmã
Juliana Marins
Juliana Marins
Ela estava na Indonésia
1 de 5

Ela estava na Indonésia

Reprodução/Redes sociais
Juliana Marins
2 de 5

Juliana Marins

Reprodução/Instagram
Juliana Marins com pai, mãe e irmã
3 de 5

Juliana Marins com pai, mãe e irmã

Reprodução/Instagram
Juliana Marins
4 de 5

Juliana Marins

Reprodução/Instagram
Juliana Marins
5 de 5

Juliana Marins

Instagram/Reprodução

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

Nova autópsia

Os detalhes da nova autópsia foram homologados em audiência entre os órgãos federais e estaduais, realizada de forma virtual.

A família Marins contestou a condução da primeira autópsia, feita na Indonésia, e denunciou a falta de acesso ao laudo antes da divulgação oficial à imprensa local.

Diante do novo exame, a expectativa é que a nova necropsia aponte com mais precisão a causa da morte e ajude a esclarecer se Juliana poderia ter sobrevivido por mais tempo após a queda, como sugerem imagens feitas por drones no local do acidente.

A família espera que os dados subsidiem eventual responsabilização por omissão ou falhas no resgate.

A Prefeitura de Niterói, cidade onde Juliana vivia, arcou com os custos do traslado internacional. A autópsia no Rio é vista pelos familiares como um passo importante para garantir justiça e respeito à memória da jovem.