
Mirelle PinheiroColunas

Juliana Marins: corpo passará por nova autópsia assim que chegar ao RJ
Na tarde desta terça-feira (1°/6), DPU e AGU farão audiência para definir os procedimentos
atualizado
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A pedido da Defensoria Pública da União (DPU), uma nova autópsia será feita no corpo da brasileira e publicitária Juliana Marins (foto em detaque), que morreu durante uma trilha no Monte Rinjani, na Indonésia. O exame será realizado no Rio de Janeiro (RJ), assim que o corpo chegar ao país.
A informação foi divulgada pelo órgão, por meio de nota, nesta terça-feira (1/7).
A Advocacia-Geral da União (AGU) atenderá voluntariamente ao pedido da DPU. O comunicado foi repassado à 7ª Vara Federal de Niterói, nessa segunda-feira (30/7).
Após solicitação da AGU para realização de uma audiência em caráter de urgência, a instituição pública se reunirá, nesta terça (1°), às 15h, com a DPU e representantes do RJ para definir os procedimentos relacionados ao transporte e à perícia.
A medida atende a uma determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que pediu prioridade no atendimento às demandas da família.
Com base em solicitação de Mariana Marins, irmã da vítima, a atuação da DPU é conduzida pela defensora regional de Direitos Humanos (DRDH) no Rio, Taísa Bittencourt.
No último domingo (29), a Defensoria protocolou um pedido de tutela cautelar antecedente para garantir a realização do exame em território nacional. No dia seguinte (30), enviou também ofício à Superintendência da Polícia Federal (PF) no Rio solicitando a abertura de inquérito policial para apurar as circunstâncias da morte.
“Esclarecer os fatos”
A certidão de óbito emitida pela Embaixada do Brasil em Jacarta baseou-se em autópsia realizada pelas autoridades da Indonésia, mas não trouxe informações conclusivas sobre o momento exato do falecimento.
Segundo a defensora pública federal Taísa Bittencourt, a realização célere do exame é fundamental para preservar elementos que possam esclarecer os fatos.
“A família necessita de confirmação da data e horário da morte, a fim de apurar se houve omissão na prestação de socorro pelas autoridades indonésias”, explicpu em petição.
A PF já manifestou disponibilidade para colaborar com o traslado do corpo até o local do exame. A DPU também solicitou que o transporte seja feito por viatura oficial da PF ou da Polícia Civil e que o Ministério Público Federal (MPF) seja intimado a acompanhar o caso.













