Detalhes da nova autópsia de Juliana Marins são definidos. Entenda

Autópsia será realizada nesta quarta-feira (2/7) no IML Afrânio Peixoto, no Rio de Janeiro, com apoio técnico da PF

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Juliana Marins posa de óculos escuros e sorridentes - Metrópoles
1 de 1 Juliana Marins posa de óculos escuros e sorridentes - Metrópoles - Foto: Instagram/Reprodução

A Advocacia-Geral da União (AGU), a Defensoria Pública da União (DPU) e o governo do estado do Rio de Janeiro firmaram um acordo nesta terça-feira (1º/7) para a realização de uma nova autópsia no corpo de Juliana Marins. A brasileira morreu no dia 21 de junho, após sofrer um acidente durante uma trilha em um vulcão na Indonésia.

A nova necropsia será feita na manhã desta quarta-feira (2/7), no Instituto Médico Legal (IML) Afrânio Peixoto, no centro do Rio de Janeiro. O objetivo é garantir um novo exame técnico com participação de peritos brasileiros.

“O transporte até o IML será feito pelo governo do Rio, com apoio do Corpo de Bombeiros, acompanhado pela Polícia Federal (PF)”, informou a AGU.

Segundo o acordo homologado em audiência, a União designou um perito da Polícia Federal (PF) para acompanhar integralmente o procedimento, oferecendo suporte técnico à equipe do IML durante toda a análise.

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O corpo de Juliana chegou ao Brasil ainda nesta terça-feira (1º/7), no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. De lá, foi transportado para o Rio de Janeiro por um avião da Força Aérea Brasileira (FAB), que ficará responsável pelo translado até a Base Aérea do Galeão.

Por que uma nova autópsia será feita

A nova autópsia foi solicitada pela família da vítima, representada pela DPU, que apontou inconsistências no atestado de óbito emitido pela Embaixada do Brasil em Jacarta. O documento se baseou em informações da autópsia feita pelas autoridades indonésias, mas não esclareceu com precisão o momento da morte de Juliana.

A principal dúvida gira em torno da possibilidade de omissão de socorro. Imagens de drones de turistas indicam que Juliana poderia ter sobrevivido por mais tempo após a queda durante a trilha.

A família acredita que ela tenha resistido por dias aguardando o resgate — hipótese que não foi confirmada pela necropsia feita na Indonésia. A depender dos resultados do novo exame, autoridades brasileiras poderão investigar eventuais responsabilidades civis ou criminais.

O que disse a primeira autópsia

A primeira autópsia no corpo de Juliana Marins foi realizada em um hospital na ilha de Bali, na Indonésia, logo após a remoção do corpo do Parque Nacional do Monte Rinjani, na última quarta-feira (25/6). O procedimento foi conduzido na quinta-feira (26/6), e os resultados foram divulgados em uma entrevista coletiva no dia seguinte (27/6).

Segundo o médico-legista responsável, Ida Bagus Putu Alit, Juliana morreu em decorrência de múltiplas fraturas e lesões internas provocadas por um forte impacto.

“Os indícios mostram que a morte foi quase imediata. Por quê? Devido à extensão dos ferimentos, fraturas múltiplas, lesões internas — praticamente em todo o corpo, incluindo órgãos internos do tórax. [Ela sobreviveu por] menos de 20 minutos”, afirmou ele. O legista também descartou a possibilidade de hipotermia.

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