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Brasil

Família de Juliana se manifesta sobre translado e cita empresa aérea

Brasileira morreu durante trilha na Indonésia. Família elogia apoio da companhia aérea e aguardam nova autópsia no Brasil

01/07/2025 14:21, atualizado 01/07/2025 15:52
Reprodução/Instagram
Família de Juliana se manifesta sobre translado e cita empresa aérea

A família de Juliana Marins, brasileira de 26 anos que morreu após cair durante uma trilha no vulcão Rinjani, na Indonésia, se manifestou nesta terça-feira (1º/7) sobre o processo de translado do corpo ao Brasil. Em publicação, os parentes agradeceram publicamente à companhia aérea Emirates pelo apoio logístico e emocional prestado durante os trâmites internacionais.

“Obrigada, Emirates, pela atenção e pela ajuda na resolução do translado da Juliana!”, escreveram os familiares.

O corpo da jovem chega ao Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, na tarde desta terça-feira (1º/7) e deverá ser submetido a uma nova autópsia, depois de um procedimento cercado de polêmicas feito ainda na Indonésia.


Cronologia do caso:

  • Sábado (21/6): Juliana Marins fazia uma trilha no Monte Rinjani e caiu cerca de 200m em terreno íngreme do vulcão. Buscas começam, e a turista é filmada por drone sentada na encosta. Nas imagens ela ainda se mexe.
  • Domingo (22/6): Resgate é suspenso por causa das condições climáticas na região, com muita neblina. Itamaraty informa que estava em contato direto com autoridades locais
  • Segunda-feira (23/6): Drone operado por resgatistas chega até a jovem. Ela aparece imóvel a 400m do penhasco do vulcão.
  • Terça-feira (24/6): Equipes de resgate encontram o corpo de Juliana a 600m de profundidade.
  • Quarta-feira (25/6): O corpo da brasileira é retirado do Monte Rinjani, já sem vida. Juliana é içada com uso de cordas. O processo de evacuação por helicóptero não pôde ser realizado devido às condições climáticas.

O primeiro laudo, feito por autoridades da Indonésia, apontou morte por múltiplas fraturas, com estimativa de até 20 minutos de sobrevivência após a segunda queda sofrida por ela.

A família, no entanto, questiona o laudo inicial e solicitou uma nova autópsia à Justiça Federal.

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Nova autópsia

O exame deve ser feito até seis horas após o desembarque em São Paulo, com apoio da Polícia Federal, da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Prefeitura de Niterói, cidade onde Juliana vivia e que assumiu os custos do translado.

A nova perícia busca esclarecer o tempo exato de morte e se houve falhas no socorro. Imagens feitas por drones durante o resgate levantaram a possibilidade de que Juliana tenha permanecido viva por mais tempo do que o indicado inicialmente.

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O caso teve repercussão nacional
Juliana Marins
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Ela estava na Indonésia
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Ela estava na Indonésia

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Rede social/Reprodução

Uma audiência com representantes da AGU, da Defensoria Pública da União e do governo do Rio de Janeiro está marcada para as 15h desta terça-feira, de forma virtual, para definir os detalhes da autópsia e a continuidade da investigação.

Além do sofrimento pela perda, os familiares relataram frustração com a forma como foram informados sobre o primeiro laudo – divulgado à imprensa antes de ser entregue oficialmente à família. A expectativa agora é de que o novo exame traga respostas mais precisas e respeito ao luto.