PCC e CV: o que muda com classificação de organizações terroristas pelos EUA

EUA classificou, nesta quinta, PCC e CV como organizações terroristas

atualizado

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1 de 1 pcc-e-cv - Foto: Arte/Metrópoles

O governo dos Estados Unidos (EUA) anunciou, nesta quinta-feira (28/5), que classificará as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras. Com isso, as organizações criminosas sofrerão restrições ainda mais pesadas no âmbito internacional.

Na prática, a principal mudança é o bloqueio imediato de todos os bens, propriedades e contas bancárias vinculados ao PCC, ao CV ou a seus integrantes que estejam sob a jurisdição dos Estados Unidos. Qualquer ativo dessas organizações, ou de empresas de fachada ligadas a elas, que transite pelo sistema financeiro norte-americano deve ser obrigatoriamente congelado.

Segundo especialistas, o impacto imediato é financeiro, com possibilidade de congelamento de ativos sob jurisdição americana, proibição de transações e o efeito de ‘de-risking’, em que bancos globais passam a recusar operações ligadas ao Brasil por temor a sanções.

A classificação também amplia o poder das leis americanas fora do seu território.

Governo Lula é contra classificação

Em recentes declarações, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), disse que o combate ao PCC e ao CV é um problema do governo brasileiro, e não dos EUA.

“Nós temos clareza do que significa o PCC e o Comando Vermelho. Isso está tipificado na legislação brasileira, e nós vamos enfrentar essa gente”, declarou Lula.

“Nós aprovamos agora a Lei Antifacção, que vai permitir ter uma atuação muito mais poderosa para tentar destruir essas organizações. Essa é uma guerra que é nossa, essa guerra não é dos Estados Unidos”, disse Lula no último dia 14 de abril.

A declaração reforçou a posição do Itamaraty de oposição à intenção dos Estados Unidos de classificar as facções criminosas PCC e CV como organizações terroristas, o que é interpretado pelo governo brasileiro como pretexto para que a gestão do presidente Donald Trump realize intervenções militares no Brasil.

Para o governo brasileiro, a classificação pode abrir brechas para intervenções externas, como ocorreu na Venezuela. Desde julho de 2025, os EUA têm bombardeado embarcações na região sob pretexto de combate ao narcotráfico.

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