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Mundo

Irã reage após Trump ameaçar “explodir” Omã: “Sinal perigoso”

Governo do Irã afirma que fala de Trump viola princípios internacionais após ameaça envolvendo o Estreito de Ormuz

28/05/2026 11:24
Arte/ Metrópoles
Donald Trump

O governo do Irã classificou como “perigosas” e “intimidatórias” as ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra Omã. A reação foi divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores iraniano nesta quinta-feira (28/5), após o republicano afirmar que poderia “explodir” o país do Golfo, caso ele feche um acordo com Teerã sobre o controle da navegação no Estreito de Ormuz.

Em nota, o porta-voz da chancelaria iraniana, Esmail Baghaei, afirmou que ameaçar “destruir” um país membro da Organização das Nações Unidas (ONU) representa uma violação dos princípios internacionais que proíbem o uso da força.

“As ameaças de ‘destruir’ um Estado-membro das Nações Unidas que sempre desempenhou um papel construtivo, eficaz e responsável na paz e segurança regionais (…) não são apenas uma violação do princípio fundamental da proibição da ameaça do uso da força, mas também mais um sinal perigoso da normalização da ilegalidade e da intimidação nas relações internacionais”, disse Esmail Baghaei.

Trump ameaça explodir Omã

A ameaça do presidente norte-americano contra Omã ocorreu durante uma reunião de gabinete nessa quarta-feira (27/5), em meio às tensões envolvendo o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo.

Trump comentou relatos sobre negociações entre Irã e Omã para criar um sistema de cobrança de pedágios para navios que atravessam a região. O republicano afirmou que a passagem marítima “deve permanecer aberta” e disse que os Estados Unidos não permitiriam que outro país controlasse o estreito.

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“Omã vai se comportar exatamente como todos os outros. Ou então teremos que explodi-los”, declarou o presidente norte-americano.

O Estreito de Ormuz, localizado entre Omã e Irã, é responsável por uma parcela significativa do fluxo global de petróleo. A região se tornou um dos principais focos de tensão após o agravamento do conflito envolvendo EUA, Israel e Irã.