Governo Trump realiza bombardeios no sul do Irã durante cessar-fogo
Em meio a negociações de Trump por acordo definitivo de paz com o Irã, Pentágono afirma que ações norte-americanas foram de “autodefesa”
atualizado
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As Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram novos ataques militares no sul do Irã nesta terça-feira (26/5), em meio às negociações diplomáticas para encerrar a guerra iniciada no fim de fevereiro entre Washington, Israel e a República Islâmica.
Em comunicado, o Comando Central dos EUA (CentCom) afirmou que as ações foram conduzidas em “autodefesa” e tiveram como alvo estruturas militares iranianas ligadas ao lançamento de mísseis e à instalação de minas subaquáticas.
Segundo o Pentágono, os ataques ocorreram de forma “limitada” durante o cessar-fogo firmado entre os dois países em abril.
“As operações foram planejadas para proteger nossas tropas das ameaças representadas pelas forças iranianas”, informou o CentCom.
Mais cedo, autoridades iranianas haviam relatado explosões na cidade portuária de Bandar Abbas, no litoral sul do país. A região abriga importantes instalações militares da força aérea e da marinha iraniana, além de estar próxima ao Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio mundial de petróleo, ponto sensível do conflito.
De acordo com a emissora norte-americana Fox News, duas embarcações da Guarda Revolucionária do Irã foram destruídas durante a operação.
Uma posição de defesa antiaérea que, segundo os EUA, estaria mirando aeronaves norte-americanas também teria sido atingida.
Apesar da ofensiva, a agência semioficial iraniana Fars afirmou que a situação em Bandar Abbas era considerada “normal” durante a madrugada desta terça-feira.
Impasses nas negociações
Os ataques ocorrem em um momento delicado das negociações diplomáticas entre os dois países. Estados Unidos e Irã mantêm um cessar-fogo desde 8 de abril, enquanto representantes das duas nações tentam costurar um acordo definitivo para encerrar o conflito no Oriente Médio.
Nos últimos dias, autoridades americanas chegaram a sinalizar otimismo sobre um possível avanço nas conversas. Durante o último fim de semana, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou acreditar que um acordo estava próximo.
Horas depois, porém, endureceu o discurso e ameaçou “explodir os iranianos em mil infernos” caso não houvesse consenso.
O governo iraniano respondeu nesta segunda-feira (25/5), afirmando que ainda não existe um entendimento próximo entre as partes.
A tensão regional também se estende ao Líbano. Ainda nesta segunda, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que o país irá “intensificar” as operações militares no território libanês.
Na sequência, as Forças de Defesa de Israel anunciaram ataques contra posições do Hezbollah em diversas regiões do país. Israel ocupa militarmente áreas do sul do Líbano desde o início da guerra contra o Irã, apesar do cessar-fogo firmado em abril.
O governo iraniano exige que as ofensivas israelenses no Líbano também sejam interrompidas para que um acordo de paz mais amplo avance.





