Irã manda recado ao governo Trump e alerta para escalada do conflito

Após ameaças de Donald Trump, autoridades iranianas afirmam que forças do Irã se rearmaram durante frágil cessar-fogo em vigor

atualizado

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Presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf - Metrópoles
1 de 1 Presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf - Metrópoles - Foto: Morteza Nikoubazl/NurPhoto via Getty Images

O presidente do Parlamento iraniano e um dos principais negociadores de Teerã, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou neste sábado (23/5) que o Irã não abrirá mão de seus direitos e advertiu os Estados Unidos sobre as consequências de uma eventual retomada da guerra.

A declaração foi feita durante encontro com o chefe do Exército do Paquistão, Asim Munir, em Teerã, em meio aos esforços diplomáticos para evitar uma nova escalada do conflito no Oriente Médio.

Segundo a imprensa internacional, Ghalibaf afirmou que as Forças Armadas iranianas reconstruíram suas capacidades militares durante o cessar-fogo atualmente em vigor.

O parlamentar também disse à televisão estatal iraniana que, caso Washington decida “reiniciar a guerra de forma imprudente”, enfrentará consequências “mais devastadoras e amargas”.

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Presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf
EUA aceitaram suspender sanções ao Irã durante negociações, diz agência
Abbas Araghchi e Marechal de Campo Asim Munir reunidos no Paquistão
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EUA aceitaram suspender sanções ao Irã durante negociações, diz agência

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Abbas Araghchi e Marechal de Campo Asim Munir reunidos no Paquistão
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Abbas Araghchi e Marechal de Campo Asim Munir reunidos no Paquistão

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A visita de Munir ocorre em um momento delicado das negociações.

Na sexta-feira (22/5), o comandante paquistanês também se reuniu com o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, e com o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi.

O Paquistão tem desempenhado um papel central como intermediário entre Teerã e Washington desde o início da guerra, transmitindo mensagens entre os dois governos e facilitando encontros diplomáticos.


Negociações enfrentam impasse


Guerra mudou equilíbrio regional

O conflito teve início em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva contra instalações militares e nucleares iranianas.

A operação resultou na morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, além de integrantes da alta cúpula do regime, provocando uma crise política e de sucessão em Teerã.

Washington e Tel Aviv afirmam que os ataques tiveram como objetivo conter o programa nuclear iraniano e reduzir a capacidade de produção e lançamento de mísseis. O governo iraniano, por sua vez, nega buscar armas nucleares e sustenta que responderá a qualquer agressão militar.

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