Quem é a autora investigada após vencer Trump em processo de estupro

A escritora E. Jean Carroll acusou Donald Trump de cometer assédio sexual em um vestiário de uma loja nos anos 1990

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Foto colorida da autora E. Jean Carroll
1 de 1 Foto colorida da autora E. Jean Carroll - Foto: Reprodução/Instagram

A escritora E. Jean Carroll, de 82 anos, passou a ser investigada pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos após vencer processos movidos contra o presidente americano Donald Trump. O órgão apura se ela teria cometido perjúrio, ou seja, mentido ao prestar depoimento sobre o caso.

Nascida em 12 de dezembro de 1943, em Detroit, no estado de Michigan, Carroll construiu carreira como autora, roteirista e jornalista. Ao longo da trajetória, lançou cerca de 15 livros.

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E. Jean Carroll moveu dois processos contra Donald Trump nos Estados Unidos
Aos 82 anos, E. Jean Carroll voltou ao centro de uma disputa judicial nos EUA
Autora de Not My Type, E. Jean Carroll detalhou embates contra Trump em novo livro
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E. Jean Carroll moveu dois processos contra Donald Trump nos Estados Unidos
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Aos 82 anos, E. Jean Carroll voltou ao centro de uma disputa judicial nos EUA
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Aos 82 anos, E. Jean Carroll voltou ao centro de uma disputa judicial nos EUA

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O trabalho mais recente, Not My Type: One Woman vs. a President, publicado em 2025, reúne bastidores dos processos movidos contra Trump, além de detalhes das estratégias jurídicas e da vitória obtida pela escritora.

Carroll ganhou notoriedade no meio editorial após comandar, entre 1993 e 2019, uma popular coluna de conselhos na revista Elle. Na época do encerramento do contrato, a publicação afirmou que a saída não estava relacionada às acusações feitas contra Trump.

Além da atuação no jornalismo, a escritora também trabalhou com televisão. Em 1987, foi indicada ao Emmy pela roteirização do programa Saturday Night Live. Na década de 1980, Carroll atuou como editora colaboradora da revista Playboy, sendo uma das primeiras mulheres no ramo voltado aos leitores brasileiros.

Processos

A escritora moveu duas ações contra Donald Trump. Na primeira, acusou o presidente de estupro em um provador, em 1996. Já a segunda alegava difamação após ele negar publicamente o caso.

Em 2023, embora a corte não tenha reconhecido o ato de estupro, Trump foi considerado culpado por abuso sexual e difamação e condenado a pagar US$ 5 milhões à autora.

No ano seguinte, outro júri determinou que o republicano pagasse US$ 83,3 milhões por declarações feitas em 2019, quando negou a acusação de assédio e teria prejudicado a reputação de Carroll.

Agora, a promotoria voltou a citar um depoimento prestado pela escritora em 2022. Ela afirmou não ter recebido apoio financeiro externo para bancar o processo. Posteriormente, porém, foi revelado que o bilionário Reid Hoffman, opositor de Trump, arcou com parte das taxas e despesas jurídicas da ação.

O movimento é apontado como parte da campanha de retaliação promovida por Trump, por meio do Departamento de Justiça, contra adversários de longa data.

O presidente recorreu à Suprema Corte dos Estados Unidos contra a condenação de US$ 5 milhões e prometeu fazer o mesmo no caso indenizado em US$ 83 milhões.

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