Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Brasil

Maior distribuidora do país adere ao programa de subvenção do diesel

Vibra Energia comunicou, nesta quinta, que a adesão ocorrerá já em abril. Empresa diz que mantém diálogo com governo e ANP

09/04/2026 23:45
Vinícius Schmidt/Metrópoles
Posto de combustivel gasolina etanol Metrópoles

A Vibra Energia, maior distribuidora de combustíveis do país, informou, nesta quinta-feira (9/4), que vai aderir, ainda em abril, ao programa de subvenção criado pelo governo federal para conter a alta do diesel.

“A Vibra informa que irá efetuar sua habilitação no programa de subvenção do governo federal ao diesel em abril. (…) A Vibra reitera seu apoio a medidas que busquem a previsibilidade do mercado nacional, visando minimizar impactos para o consumidor final e para os setores produtivos do país”, diz comunicado.

A empresa afirma, ainda, que analisa os detalhes técnicos da medida e mantém diálogo com o governo e com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para esclarecer pontos operacionais do programa.

Segundo a companhia, as conversas buscam “ajustar pontos importantes para que, em outro momento, a subvenção possa ser solicitada em plena conformidade com seus pilares de governança e eficiência logística”.

A entrada da maior distribuidora do país ocorre poucos dias após o governo ampliar o subsídio ao diesel importado, que passou de R$ 0,32 para R$ 1,52 por litro. A medida faz parte de um pacote emergencial para conter os efeitos da alta dos combustíveis no cenário internacional, especialmente diante das tensões no Oriente Médio.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

Até o momento, entretanto, a Vibra é a única entre as líderes do setor a confirmar adesão para abril.

A participação da distribuidora ocorre em meio a questionamentos sobre outras frentes do pacote. Nessa quarta-feira (8/4), a Justiça Federal suspendeu, para cinco petroleiras, a cobrança do imposto de 12% sobre a exportação de petróleo, medida que também integra a estratégia para reduzir a pressão sobre os preços para os consumidores brasileiros.

A decisão abriu margem para novas contestações e pode limitar o alcance das ações adotadas pelo governo.