Lula: “Disse a Trump que Brasil não dá preferência nem aos EUA nem à China”

Petista defendeu transferência de tecnologias nas relações externas durante lançamento de centro de pesquisa em saúde

atualizado

metropoles.com

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Ricardo Stuckert/Presidência da República
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva
1 de 1 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva - Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou, neste sábado (23/5), que disse ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que o Brasil não tem “preferência” nas relações políticas, externas e culturais com “nenhum país”, citando a China e os EUA, e que prioriza parceiros em processos de tranferência de tecnologias.

Lula foi aos Estados Unidos no começo do mês na primeira visita oficial a Trump na Casa Branca. O petista tem reforçado o discurso em defesa da soberania nacional e defesa do multilateralismo à frente das eleições.

“Eu disse ao presidente Trump que o Brasil não tem preferência na sua relação internacional, política e cultural com nenhum país. O Brasil não tem preferência pela China, Estados Unidos, Rússia (…) Não temos preferência. Nós queremos trabalhar com quem queira trabalhar conosco e queira participar da transferência de tecnologia para o nosso país”, declarou.

A declaração se deu durante a inauguração do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS) da Fiocruz, no Rio de Janeiro, ocasião em que disse que o Brasil “não é menor do que ninguém”.

“A inauguração de um centro tecnológico dá a certeza de que a gente não é menor do que ninguém. Que a gente não é menos competitivo do que ninguém, basta a gente ousar e ter coragem de fazer (…) Nem todo governo gosta de investir em pesquisa. Normalmente o que a gente ouve muito é que é muito caro. As pessoas nunca param para se perguntar quanto custa não fazer. Quanto custa não fazer? É o desafio que temos que ter daqui pra frente se a gente quiser tirar o Brasil do rol dos países em via de desenvolvimento e colocá-lo no rol dos países altamente desenvolvidos”, declarou.

Defesa ao SUS e críticas à classe média

Durante a agenda no Rio de Janeiro, Lula ainda lançamento do Centro de Desenvolvimento e Produção de Terapias CAR-T, que habilita a produção nacional de terapias celulares com menores custos, e a entregas para o programa Agora tem Especialistas. O petista defendeu a ampliação de investimentos na saúde e defendeu o Sistema Único de Saúde (SUS).

“Melhorar a qualidade da saúde precisa de dinheiro e de vez em quando tentam emprenhar na sociedade tentando mostrar que a saúde privada é melhor que a saúde pública. E tem uma coisa engraçada porque a classe média alta tem plano de saúde caro. Eles falam ‘eu tenho saúde boa porque pago um plano bom’. Mentira. Sabe quem paga o plano de saúde deles? Nós, porque o plano que ele paga ele desconta no Imposto de Renda e quem paga é o povo que não tem desconto no Imposto de Renda”, declarou.

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