Eleição 2026

Inelegível pelo TSE, Castro diz que manterá candidatura ao Senado

Ex-governador do Rio também afirmou que vai recorrer contra decisão do TSE que o condenou à inelegibilidade

atualizado

metropoles.com

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Vinícius Schmidt/Metrópoles
Cláudio Castro
1 de 1 Cláudio Castro - Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) afirmou, nesta terça-feira (24/3), que manterá a pré-candidatura ao Senado, mesmo após ser declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Ao Metrópoles, Castro disse que pretende recorrer da decisão da Corte Eleitoral e reafirmou sua intenção de disputar o pleito.

“Vou recorrer e sou candidato”, declarou.

Castro foi condenado nesta terça, pelo TSE, à inelegibilidade por abuso de poder político e econômico em um caso que envolve a contratação de milhares de servidores públicos sem transparência.

A condenação já era esperada por aliados do ex-governador. Castro tentou esvaziar o julgamento da Corte Eleitoral renunciando ao comando do Rio na véspera da retomada do caso.

Aliados argumentam que, mesmo em caso de condenação, ainda haveria a possibilidade de disputar o Senado sub judice, enquanto recorre da decisão.

Cláudio Castro renunciou ao cargo na noite de segunda-feira (23/3). Costurada após dias de consultas a aliados, a decisão abre caminho para a convocação de uma eleição indireta para o chamado mandato-tampão.

Nesse processo, caberá aos deputados estaduais eleger um novo governador, que ficará no cargo até a posse do vencedor das eleições de outubro.

Até a escolha do novo chefe do Executivo fluminense, o governo estadual será exercido interinamente pelo presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Ricardo Couto. Caberá a ele convocar, em até 48 horas, a eleição para o mandato-tampão.

A eleição indireta será necessária porque o estado não conta com vice-governador, já que Thiago Pampolha deixou o cargo para assumir uma vaga no Tribunal de Contas fluminense. Pela Constituição estadual, nos dois últimos anos de mandato, a ausência simultânea do governador e do vice exige a eleição de um mandato-tampão.

A renúncia de Castro vinha sendo discutida há semanas com aliados e acabou prevalecendo como a estratégia considerada mais viável para evitar o “constrangimento” de uma eventual cassação pela Corte Eleitoral e tentar afastar o risco de inelegibilidade. Cláudio Castro se prepara para disputar o Senado pelo PL em fevereiro.

Alerj também pode mudar

Além da eleição para o mandato-tampão, a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) também deve ter de escolher um novo comando.

O presidente afastado da Casa, Rodrigo Bacellar (União), foi condenado nesta terça à perda do mandato de deputado estadual.

O parlamentar chegou a ser preso por ordem do STF, sob suspeita de vazar informações de uma operação da Polícia Federal contra o Comando Vermelho. A Assembleia, no entanto, decidiu revogar a prisão. Desde o afastamento, a Casa é comandada interinamente por Guilherme Delaroli (PL).

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