PL escolhe Douglas Ruas como candidato ao governo do RJ
Chapa terá ex-prefeito de Nova Iguaçu, do PP, como candidato a vice-governador
atualizado
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O PL bateu o martelo e definiu nesta terça-feira (24/2) que Douglas Ruas será o candidato da sigla ao governo do Rio de Janeiro nas eleições deste ano.
Por acordo, o candidato a vice-governador foi indicado pela federação partidária entre União Brasil e PP. O nome escolhido é o do ex-prefeito de Nova Iguaçu Rogerio Lisboa.
Secretário estadual de Cidades, Douglas Ruas era o nome favorito do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para a disputa. O atual governador do Rio, Cláudio Castro (PL), defendia a escolha de Nicola Miccione para a corrida ao Palácio Guanabara.
Ruas também é próximo do presidente do PL no estado, Altineu Côrtes, que articulou para consolidar o nome de seu ex-assessor como candidato.
A escolha foi confirmada em uma agenda que reuniu lideranças do PL, do PP e do União Brasil nesta terça, em Brasília. Além de Douglas Ruas, Altineu e Flávio, também participaram do encontro o presidente do PP no estado, Dr. Luizinho, e o presidente do União Brasil, Antonio de Rueda.
Dirigentes do PL avaliam que o secretário de Cidades é o nome com mais potencial para atrair votos no estado. Douglas Ruas é formado em Direito e policial civil. Ele iniciou a carreira política sob influência do pai, o prefeito de São Gonçalo, Capitão Nelson.
Antes de assumir a pasta no governo Castro, Ruas trabalhou em secretarias de São Gonçalo e comandou o Instituto Estadual do Ambiente (Inea). Em 2022, ele foi eleito deputado estadual, com a segunda maior votação do Rio.
“É uma grande honra estar, nesse momento, fazendo um anúncio. Talvez a primeira chapa completa do Brasil que a gente está anunciando”, afirmou Flávio Bolsonaro.
Segundo Altineu Côrtes, a escolha de Douglas Ruas levou em conta pesquisas encomendadas pelo partido. “Fizemos pesquisas. É uma união de forças. Fizemos pesquisas, e essa chapa tem uma força jamais vista na Baixada Fluminense”, disse.
Mandato-tampão
A reunião desta terça não fechou, contudo, o nome que será indicado pelo PL para a eleição indireta que escolherá um nome para concluir os últimos meses de mandato do governador Cláudio Castro (PL), que deixará o Palácio Guanabara para se candidatar ao Senado.
Segundo Flávio Bolsonaro, a decisão será tomada futuramente. Cláudio Castro avaliou que o cenário tem “muitas variáveis” ainda.
A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou, em fevereiro, uma proposta que estabelece regras para a disputa ao chamado mandato-tampão. Parlamentares fluminenses indicaram, contudo, que devem judicializar o tema.
Para Cláudio Castro, é preciso esperar quais regras estarão válidas para a eleição indireta. “Decidimos que vamos tomar a decisão quando tivermos certeza da regra que vai valer”, afirmou.
O governador do Rio tem trabalhado para construir o seu sucessor. Ele vinha indicando que apoiaria um de seus secretários na disputa pelo mandato-tampão. O nome mais cotado é o de Nicola Miccione, chefe da Casa Civil.
Uma ala do PL defende que o mesmo nome seja lançado tanto na eleição indireta de maio quanto na disputa eleitoral regular, apostando que o controle da máquina pública dará maior visibilidade ao escolhido.
Em uma publicação nas redes sociais, Cláudio Castro afirmou que deixará o Guanabara em abril.
Castro declarou, ainda, que tem “convicção de que a direita apresenta um projeto sólido para o Rio de Janeiro”.
“O único capaz de avançar no enfrentamento da criminalidade sem recuo, com representação forte no Senado Federal para conseguir o endurecimento das leis contra os bandidos”, acrescentou.
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Sigla rifa líder em disputa ao Senado
Além das definições para a chapa ao governo do Rio, o PL também definiu suas candidaturas ao Senado no estado. Nesta terça, a sigla decidiu que o atual líder do partido no Senado, Carlos Portinho, não disputará a reeleição.
Em acordo com a federação partidária entre União Brasil e PP, a sigla definiu que o atual prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União), disputará uma vaga na Casa Baixa com o apoio da legenda.
Além de Canella, Cláudio Castro também será candidato ao Senado pelo PL.
O senador Flávio Bolsonaro indicou que a sua mãe, Rogéria Bolsonaro, poderá ser uma das suplentes de Canella. Segundo ele, o convite foi feito pelo próprio prefeito de Belford Roxo, e Rogéria ainda será consultada.
Flávio Bolsonaro avaliou que a decisão é um “gesto” do PL à federação entre PP e União Brasil. “A gente faz um gesto à federação com Márcio Canella e Rogério Lisboa. São nomes experimentados”, disse.
“Então, a gente monta aqui uma chapa completa: Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência; Douglas Ruas, pré-candidato ao governo junto com a Rogério Lisboa no local de vice; e os nossos dois pré-candidatos ao Senado Cláudio Castro e Márcio Canella”, acrescentou Flávio.
