Greenwald acusa procuradores de usarem a Lava Jato para lucrar

O jornalista Gleen Greenwald, fundador do Intercept Brasil, foi o entrevistado desta segunda-feira do programa Roda Viva, na TV Cultura

ReproduçãoReprodução

atualizado 02/09/2019 23:51

O jornalista Glenn Greenwald, um dos fundadores do site The Intercept Brasil, é o convidado desta segunda-feira (02/08/2019) do programa Roda Viva, da TV Cultura. E, como não poderia deixar de ser, o ministro da Justiça, Sergio Moro, e os procuradores da força-tarefa da Lava Jato, especificamente o coordenador Deltan Dallagnol, foram duramente atacados. Segundo o jornalista, a operação foi feita para os procuradores ganharem fama e lucrar.

“Eles sabiam que condenar o Lula [o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva] seria o fato mais importante da Lava Jato e isso foi feito para eles lucrarem. Eles sabiam que teriam muitos benefícios com isso”, ressaltou Greenwald.

A declaração foi uma resposta à pergunta sobre o fato de as mensagens divulgadas na #VazaJato não teriam, na verdade, o objetivo de favorecer o petista. Greenwald negou e disse que o The Intercept, junto a outros veículos de comunicação do Brasil, jamais trabalhou com estratégia política ou pensou em qualquer tipo de timing.

O Roda Viva é comandado pela jornalista Daniela Lima e na bancada de sabatina nesta segunda está a diretora-executiva do Metrópoles, Lilian Tahan. Também fazem perguntas André Vieira, do Valor Econômico; Gabriel Mascarenhas, de O Globo; e Felipe Recondo, do site Jota. O cartunista Paulo Caruso é o responsável pelas charges durante a entrevista.

Histórico
Em 9 de junho deste ano, Glenn Greenwald publicou conversas privadas dos procuradores da Lava Jato e do então juiz Sergio Moro. O caso impactou o cenário político brasileiro e levou à prisão hackers do interior de São Paulo. O americano vive há 14 anos no Brasil e é casado com o deputado federal David Miranda (PSol).

Greenwald é jornalista, advogado constitucionalista e autor de quatro livros entre os mais vendidos do New York Times na seção de política e direito. As reportagens produzidas por ele a partir de um acervo retirado ilegalmente da Agência de Segurança Nacional (NSA) para o jornal The Guardian receberam o Prêmio Pulitzer de 2014 na categoria Serviço Público.

Últimas notícias