Greenwald: legado da #VazaJato é fortalecer o combate à corrupção

O jornalista Gleen Greenwald, fundador do Intercept Brasil, foi o entrevistado desta segunda-feira do programa Roda Viva, na TV Cultura

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atualizado 03/09/2019 7:20

Fortalecer o combate à corrupção. Este é, segundo o jornalista Glenn Greenwald, o legado da chamada #VazaJato, a série que divulga mensagens trocadas entre o então juiz Sergio Moro e os integrantes da força-tarefa da Operação Lava Jato, comandada pelo procurador Deltan Dallagnol.

O jornalista relembrou que era um defensor da operação, chegando, inclusive, a elogiá-la durante palestra, em 2017, na qual estavam Dallagnol e outros procuradores da força-tarefa na platéia. “Mas é impossível combater corrupção com corruptos ou métodos corruptos”, disse.

“O trabalho que fazemos não enfraquece a Lava Jato. Pelo contrário. O combate à corrupção não pode ser feito com um juiz colaborando com procuradores nas sobras e em segredo. Mostramos o jogo cínico de Moro e Dallagnol e a autenticidade das mensagens. A questão agora é: o que vamos fazer com isso?

As declarações de Glenn Greenwald, um dos fundadores do site The Intercept Brasil, foram dadas nesta segunda-feira (02/09/2019) durante o programa Roda Viva, transmitido ao vivo pela TV Cultura.

O programa é comandado pela jornalista Daniela Lima e na bancada de sabatina nesta segunda está a diretora-executiva do Metrópoles, Lilian Tahan. Também fazem perguntas André Vieira, do Valor Econômico; Gabriel Mascarenhas, de O Globo; e Felipe Recondo, do site Jota. O cartunista Paulo Caruso é o responsável pelas charges durante a entrevista.

Histórico
Em 9 de junho, Glenn Greenwald publicou conversas privadas dos procuradores da Lava Jato e do então juiz Sergio Moro. O caso impactou o cenário político brasileiro e levou à prisão hackers do interior de São Paulo. O americano vive há 14 anos no Brasil e é casado com o deputado federal David Miranda (PSol).

Greenwald é jornalista, advogado constitucionalista e autor de quatro livros entre os mais vendidos do New York Times na seção de política e direito. As reportagens produzidas por ele a partir de um acervo retirado ilegalmente da Agência de Segurança Nacional (NSA) para o jornal The Guardian receberam o Prêmio Pulitzer de 2014 na categoria Serviço Público.

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