Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Brasil

Governo Lula espera aprovar MP do Frete nesta terça-feira (14/7)

Às vésperas do prazo final para votação, caminhoneiros fazem paralisação pelo país e pressionam o presidente do Senado, Davi Alcolumbre

13/07/2026 11:58
Jonas Pereira/Agência Senado
Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) espera aprovar a medida provisória (MP) nº 1.343, que altera as regras sobre o piso mínimo do frete, nesta terça-feira (14/7). O texto precisa ser apreciado até quinta-feira (16/7), caso contrário, perde a validade.

Às vésperas do prazo final, caminhoneiros intensificaram a pressão sobre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para pautar a matéria. A MP foi editada pelo governo em março e aprovada na Câmara no último 17 de junho. Desde então, aguarda deliberação da Casa Alta.

Segundo o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSol), a expectativa é que o texto seja votado e aprovado nesta terça. Ele foi responsável pela interlocução com a categoria na época da edição da medida provisória.

Caminhoneiros cruzaram os braços em diferentes pontos do país, nesta segunda, para pressionar pela votação da MP. Como mostrou o Metrópoles, houve manifestações no Porto de Santos (SP), Itajaí (SC) e Porto de Suape (PE), além da BR-040, em Luziânia (Goiás).

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

A movimentação nos locais, no entanto, segue sem grandes transtornos para a população e com o fluxo de serviços dentro do normal. Ainda não há um número oficial de quantos caminhoneiros cruzaram os braços no país.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

O que diz a MP

A MP estabelece o reforço nos mecanismos de fiscalização do frete e cria um piso salarial nacional para trabalhadores celetistas do transporte de cargas no valor de R$ 5 mil.

O governo também propôs alterar as regras para o cálculo dos pisos mínimos do frete, levando em consideração custos relacionados à operação, como combustível, manutenção, seguros, entre outros.

O texto foi editado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em março, em meio às ameaças de greve por parte dos caminhoneiros.