Líder de caminhoneiros anuncia paralisação da categoria nesta segunda
Categoria busca pressionar Davi Alcolumbre para que paute no Senado a votação de MP que pode caducar a partir de quinta-feira (16/7)

O presidente da Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automores (Abrava), Wallace Landim, anunciou na noite deste domingo (12/7) que a categoria dos caminhoneiros fará uma paralisação nos portos a partir da meia-noite desta segunda-feira (13/7).
O objetivo da ação é pressionar para que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), coloque a medida provisória (MP) nº 1.343 em votação na Casa.
“Há duas semanas a gente vem lutando para que o Senado coloque na pauta para ser votado e até agora nada. Foi feita uma deliberação da categoria que, a partir das 0h agora do dia 13/7, os portos irão parar. A gente vai acompanhar em todos os cenários nacionais, como a gente fez em 2018”, disse o líder dos caminhoneiros, conhecido como Chorão, em vídeo divulgado nas redes sociais.
O texto, que prevê alterar regras sobre o piso mínimo do frete e atende a outras demandas da categoria, foi editado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em março, mas precisa ser votado e aprovado até o dia a próxima quinta-feira (16/7). Caso contrário, a MP “caduca” e perde a validade.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles“Essa manifestação, essa paralisação, não é o Chorão, não é o Pedro, não é o Zé Trovão que está chamando. Quem está chamando essa paralisação se chama Davi Alcolumbre, presidente do Senado Federal do nosso Brasil”, declarou Landim.

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Ver todasA previsão é que a MP seja votada no Senado na terça-feira (14/7).
“Terça-feira a gente tem uma sinalização que vai colocar para votar, mas a orientação é que você [caminhoneiro] não saia para viajar a partir da 0h, para que a gente possa acompanhar até terça-feira para ver se de fato vai entrar na pauta para votar, e não vamos aceitar perder essa MP, caducar ela. Davi Alcolumbre, você foi avisado. Agora você segura, meu irmão”, afirmou Chorão.
Veja:
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O texto
A MP 1.343 estabelece o reforço nos mecanismos de fiscalização do frete e cria um piso salarial nacional para trabalhadores celetistas do transporte de cargas no valor de R$ 5 mil.
O governo também propôs alterar as regras para o cálculo dos pisos mínimos do frete, levando em consideração custos relacionados à operação, como combustível, manutenção, seguros, etc. A MP foi editada em março, em meio às ameaças de greve por parte dos caminhoneiros.
A proposta foi aprovada na Câmara em 17 de junho, com um “jabuti” que prevê o perdão a multas para caminhoneiros e transportadores punidos pelos bloqueios de rodovias realizados após a vitória de Lula em 2022.



