MP do Frete: caminhoneiros cobram Alcolumbre e ameaçam cruzar os braços
Texto precisa ser votado até o dia 16 de julho, caso contrário, perde da validade. Representantes da categoria pressionam pela aprovação

Representantes de caminhoneiros cobram o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), pela votação da medida provisória (MP) nº 1.343, que prevê alterar regras sobre o piso mínimo do frete e atende a outras demandas da categoria. Editado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em março, o texto precisa ser votado até o dia 16 de julho, caso contrário, perde da validade.
O diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL), Litti Dahmer, convocou caminhoneiros de todo o país a se mobilizarem pela aprovação da matéria. Ele pediu que trabalhadores “cruzem os braços” para pressionar Alcolumbre a pautar a medida.
“Não arredamos o pé de Brasília há três semanas para que essa medida provisória seja votada e aprovada em favor da categoria. Agora, precisamos que você, que está em casa ou em qualquer outro ponto do país, cruze os braços. Pare. Dê o sinal para Alcolumbre de que quem manda também no Congresso é o povo, são os trabalhadores”, disse, em um vídeo publicado nas redes sociais.
A MP 1.343 estabelece o reforço nos mecanismos de fiscalização do frete e cria um piso salarial nacional para trabalhadores celetistas do transporte de cargas no valor de R$ 5 mil.

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Ver todasO governo também propôs alterar as regras para o cálculo dos pisos mínimos do frete, levando em consideração custos relacionados à operação, como combustível, manutenção, seguros, etc. A MP foi editada em março, em meio às ameaças de greve por parte dos caminhoneiros.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA proposta foi aprovada na Câmara em 17 de junho, com um “jabuti” que prevê o perdão a multas para caminhoneiros e transportadores punidos pelos bloqueios de rodovias realizados após a vitória de Lula em 2022.



