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Governo federal não ajudou em importação de insumos para vacina, diz Doria

Jair Bolsonaro tuitou nesta manhã sobre Coronavac, dando a entender que ministros do governo federal é que teriam negociado com a China

Débora Sögur-Hous25/01/2021 19:16, atualizado 05/02/2021 19:34
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Fábio Vieira/Especial Metrópoles
SP recebe insumos para produzir coronavac

São Paulo – O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou nesta segunda (25/1) que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o governo federal não teriam tido participação na recente liberação de insumos vindos da China para a fabricação da vacina Coronavac pelo Instituto Butantan.

“Não é verdade o que disse o presidente Bolsonaro em redes sociais, de que a importação de insumos da China foi uma realização do governo federal”, disse o governador João Doria em nota. Ele também se manifestou nas redes sociais.

Segundo Doria, a negociação com o governo chinês para liberar 5.400 litros de insumo para a fabricação da Coronavac foi realizada apenas pelo Instituto Butantan e pelo governo paulista, “que vem negociando com os chineses a importação de vacinas e insumos desde maio do ano passado”.

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João Doria espera para se aproximar de avião com os insumos da Coronavac
Funcionários cobrem carga de insumo de Coronavac com banner em que se lê "A vacina do Brasil"
João Doria posa para foto, em frente à carga de insumo de Coronavac
Doria exibe caixa com rótulo da Coronavac
Detalhe do rótulo da vacina Coronavac
O governador João Doria (PSDB), o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, e o secretário estadual de Saúde de SP, Jean Gorinchteyn, em frente a avião com insumos para vacina em dezembro de 2020
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O governador João Doria (PSDB), o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, e o secretário estadual de Saúde de SP, Jean Gorinchteyn, em frente a avião com insumos para vacina em dezembro de 2020

João Doria espera para se aproximar de avião com os insumos da Coronavac
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João Doria espera para se aproximar de avião com os insumos da Coronavac

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Funcionários cobrem carga de insumo de Coronavac com banner em que se lê "A vacina do Brasil"
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Funcionários cobrem carga de insumo de Coronavac com banner em que se lê "A vacina do Brasil"

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João Doria posa para foto, em frente à carga de insumo de Coronavac
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João Doria posa para foto, em frente à carga de insumo de Coronavac

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Doria exibe caixa com rótulo da Coronavac
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Doria exibe caixa com rótulo da Coronavac

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Detalhe do rótulo da vacina Coronavac
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Detalhe do rótulo da vacina Coronavac

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O governador paulista ainda lembrou em nota oficial que “em mais de uma ocasião, [Jair Bolsonaro disse] que não iria adquirir a vacina por causa de sua origem chinesa. Neste período, um total de 4 lotes de vacinas e insumos foram recebidos pelo governo de SP sem nenhuma participação do governo Bolsonaro”.

A declaração de João Doria vem em reposta a um tuíte de Jair Bolsonaro no qual o presidente declarou “que os insumos já estariam chegando”. Além disso, o presidente fez um agradecimento aos ministros Ernesto Araújo, do Itamaraty, Eduardo Pazuello (Saúde) e Tereza Cristina (Agricultura), dando a entender que o Executivo federal foi que negociou com o governo chinês.

Local dos insumos

Segundo o Instituto Butantan, os insumos não estariam “em vias de envio”, como disse o presidente. “Eles não estão no aeroporto conforme foi equivocadamente publicado pelo presidente da República, mas sim nas instalações da Sinovac, em Pequim”, disse o instituto.

O governador João Doria terá reunião virtual na terça-feira (26/1), às 10h30, com o embaixador chinês, Yang Wanming. Logo após, dará entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, na qual será detalhada a logística de importação dos insumos da vacina do Butantã, ainda nesta semana, para o Brasil.

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