Governo de SP contrata 1 mil agentes para reforçar fiscalização da Covid-19

Eles vão verificar uso de máscaras e distanciamento social em ruas e estabelecimentos. Ação começa na sexta e custará R$ 3,6 milhões

atualizado

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Coletiva do Boletim epidemiológico sobre o novo Coronavírus, realizada no Instituto Butantã 4
1 de 1 Coletiva do Boletim epidemiológico sobre o novo Coronavírus, realizada no Instituto Butantã 4 - Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

São Paulo – O governo do estado de São Paulo contratou 1 mil agentes para a intensificar a fiscalização do uso de máscaras, respeito às normas de distanciamento social e restrições de atendimento ao público no comércio, para evitar o contágio pelo novo coronavírus. Segundo Jean Gorinchteyn, secretário estadual de Saúde, a força-tarefa começará a fiscalizar ruas e estabelecimentos de todo o estado a partir desta sexta-feira (4/12).

A iniciativa está sendo realizada em parceira com os municípios e terá um custo mensal de R$ 3,6 milhões para o governo do estado.

“O objetivo é promover a fiscalização, tanto de medidas que continham a progressão da pandemia, como o uso de máscara e o cumprimento de regras do distanciamento social, proibição da promoção de eventos e a ocorrência de aglomerações”, afirmou o secretário em coletiva de imprensa, ao lado do governador João Doria (PSDB).

Gorinchteyn afirmou que o estado atuará com o apoio de cerca de 100 municípios, principalmente aqueles que têm alta densidade demográfica. As parcerias permitirão, segundo ele, que a Secretaria da Saúde aumente em quatro vezes o efetivo de agentes nas ruas.

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João Doria espera para se aproximar de avião com os insumos da Coronavac
Funcionários cobrem carga de insumo de Coronavac com banner em que se lê "A vacina do Brasil"
João Doria posa para foto, em frente à carga de insumo de Coronavac
Doria exibe caixa com rótulo da Coronavac
Detalhe do rótulo da vacina Coronavac
O governador João Doria (PSDB), o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, e o secretário estadual de Saúde de SP, Jean Gorinchteyn, em frente a avião com insumos para vacina em dezembro de 2020
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O governador João Doria (PSDB), o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, e o secretário estadual de Saúde de SP, Jean Gorinchteyn, em frente a avião com insumos para vacina em dezembro de 2020

João Doria espera para se aproximar de avião com os insumos da Coronavac
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João Doria espera para se aproximar de avião com os insumos da Coronavac

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Funcionários cobrem carga de insumo de Coronavac com banner em que se lê "A vacina do Brasil"
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Na segunda-feira (30/11), o governo paulista colocou todo o estado na fase amarela do Plano São Paulo, restringindo funcionamento de estabelecimentos de comércio e serviços, que só podem ficar abertos por 10 horas e com 40% da capacidade. No dia seguinte, Doria se reuniu com os 62 municípios do estado que têm apresentado índices  mais preocupantes de aumento de casos de Covid-19 para tomar ações “em conjunto”. São Paulo tem 645 municípios.

Segundo Gorinchteyn, a vigilância sanitária estadual realizou, desde o dia 15 de julho, cerca de 110 mil inspeções com aplicação de mais de mil multas por descumprimento de normas em todo o estado.

Vacina

Na manhã desta quinta, Doria acompanhou a chegada, em São Paulo, de cerca de 600 litros de matéria-prima para a produção da vacina Coronavac, para que o Instituto Butantan produza até um milhão de imunizantes contra a Covid-19. No dia 19 de novembro, o estado havia recebido 120 mil doses prontas do imunizante.

Ao todo serão 46 milhões de doses, sendo seis milhões já prontas para aplicação e 40 milhões em forma de matéria-prima para produção, envase e rotulagem em fábrica própria do Instituto Butantan. A expectativa do governo é atingir esse volume total até 15 de janeiro.

O imunizante se encontra na fase final de testes clínicos em humanos no Brasil e deverá ter os resultados de eficácia anunciados na primeira quinzena de dezembro.

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