Gilmar provoca e diz que Zema fala “em dialeto”. Ex-governador de MG devolve: “Esnobe”. Veja vídeo
Em novo embate, Gilmar Mendes afirmou não entender o que o ex-governador fala. Zema disse que o modo de falar dele representa os brasileiros
atualizado
Compartilhar notícia

O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) reagiu, nesta quinta-feira (23/4), a uma entrevista do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, em que o decano diz “não entender” o que o político diz. O pré-candidato à Presidência da República disse que o jeito de falar dele representa “brasileiros simples” e que é diferente do “português esnobe de Brasília”. Veja:
Ver essa foto no Instagram
A fala de Gilmar ocorreu durante uma entrevista na televisão. O magistrado declarou que Zema fala “um dialeto próximo do português” e que, muitas vezes, “não o entende”.
“Eu estava imaginando que ele (Zema) fala uma língua lá do Timor-Leste, um tétum, ou coisa assim. Mas, de qualquer forma, naquilo que foi inteligível, é importante que a Procuradoria, a Polícia Federal, o próprio ministro Alexandre aprecie”, disse o ministro sobre a notícia-crime em que pede a inclusão de Zema no inquérito das fake news.
O pré-candidato respondeu ao ministro nas redes sociais.
“Sabe quem não entende o que eu falo? O ministro Gilmar Mendes. Porque o linguajar de brasileiros simples como eu é diferente do português esnobe dos intocáveis de Brasília”, reagiu Zema.
“O problema não é você não entender as minhas palavras. Eu até não me importo. O problema é, sim, os brasileiros não entenderem os seus atos. É você recorrer ao autoritarismo para censurar aqueles que criticam o comportamento de ministros do Supremo”, acrescentou o ex-governador de Minas.
O Metrópoles entrou em contato com a assessoria do ministro Gilmar Mendes, mas não obteve retorno. O espaço permanece aberto para manifestações.
Inquérito das fake news
Gilmar Mendes pediu a inclusão de Zema no inquérito das fake news, após a postagem de um vídeo nas redes sociais sugerindo condutas ilícitas do decano do Supremo.
Na publicação, fantoches que representam Gilmar e Dias Toffoli conversam sobre o caso do Banco Master.
A notícia-crime foi levada a Moraes, relator do inquérito das fake news. Em trecho do documento, o magistrado diz que Zema “vilipendia não apenas a honra e a imagem do Supremo Tribunal Federal, como também da minha própria pessoa”.
