Após ganhar vitrine em embate com STF, Zema vira alvo de bolsonaristas
Defensores da candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) estão incomodados com o palanque que Zema tem ganhado ao brigar com o STF
atualizado
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Belo Horizonte – A cruzada do pré-candidato à presidência Romeu Zema (Novo) contra uma ala do Supremo Tribunal Federal (STF) tem rendido frutos midiáticos a ele, principalmente depois do pedido do ministro Gilmar Mendes por sua inclusão no Inquérito das Fake News. Essa exposição do mineiro, porém, já incomoda militantes do pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL).
Zema tem desempenho tímido nas pesquisas de intenção de voto até agora, enquanto Flávio aparece como principal opositor à pré-candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Parte dos defensores de Flávio, porém, não gosta de ver o mineiro como opção de parte da direita no primeiro turno e defende o voto útil no filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O mineiro, que além de brigar com o STF promete privatizar todas as estatais se for presidente, ganha nas redes o apoio de perfis ligados ao mercado financeiro, que são de direita mas já vivem em pé de guerra com o bolsonarismo raiz.
O incômodo aparece nas redes, mas não tem apoio do próprio Flávio, que mantém bom relacionamento com Zema e o mantém nas bolsas de apostas para sua vaga de vice – posição que o mineiro jura não almejar.
Uma postagem do deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) divulgando uma das peças de propaganda de Zema contra o STF mediu o tamanho de incômodo de parte da militância bolsonarista com os holofotes em cima de Zema.
A maioria das centenas de respostas foi cobrando o parlamentar a divulgar o pré-candidato de seu partido e não o do Novo.

Ao mesmo tempo, influenciadores digitais importantes no bolsonarismo, como o youtuber Kim Paim, iniciaram campanha contra Zema alegando que sua suposta luta contra o Judiciário e contra o STF é nova e eleitoreira e que ele nunca esteve entre os aliados mais fieis de Bolsonaro.
Essa parte da militância vê em Zema o que chama de “direita permitida” pelo sistema, enquanto Flávio seria o representante anti-sistema na eleição.
Mesmo entre os bolsonaristas raiz, porém, percebe-se certo incômodo com a falta de uma maior ênfase de Flávio contra o STF, espaço que eles veem sendo preenchido pelo discurso de Zema.









