Fantoches de Zema que irritaram Gilmar também satirizam Moraes e Lula
Pedido do ministro Gilmar Mendes por inclusão de Zema no Inquérito das Fake News dá visibilidade à pré-campanha do mineiro
atualizado
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Belo Horizonte – O pedido do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que o ex-governador de MG Romeu Zema (Novo) seja investigado no Inquérito das Fake News vem após meses de investidas do pré-candidato do Novo à presidência contra um grupo de ministros da Suprema Corte.
O presidente Lula (PT) e ministros como Alexandre de Moraes e Dias Toffoli também são alvo dos fantoches feitos por IA em perfis de Zema que irritaram Gilmar Mendes.
Como mostrou o Metrópoles na última semana, Zema tem colocado sua pré-campanha à direita de Flávio Bolsonaro (PL), tentando ocupar um lugar enquanto o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro busca uma imagem moderada.
A reação de Mendes é considerada positiva no entorno de Zema, que não recuou depois da notícia sobre a reclamação do ministro e deve usar até seu discurso em uma cerimônia do governo de Minas nesta terça (21/4) em Ouro Preto para reforçar as críticas.
Não começou agora
O ministro Gilmar baseou seu pedido a Moraes, relator do Inquérito das Fake News, em vídeo divulgado nas redes de Zema em março, no qual fantoches imitam um diálogo inventado entre Mendes e Dias Toffoli. O fantoche de Toffoli pede ao de Gilmar que suspenda uma quebra de seus sigilos determinada pela CPI do Crime Organizado.
Em outro episódio, também de março, o fantoche que simboliza Lula cobra Moraes por questões do Banco Master e pelo contrato de sua esposa com a instituição de Daniel Vorcaro.
Iniciada em fevereiro em suas redes, a série de sátiras da pré-campanha de Zema mira quem ele chama de “intocáveis”, que, segundo o mineiro, são “os que mandam mas não prestam conta”, os que estariam “acima da lei”.
O polêmico Inquérito das Fake News
Aberto em 2019, o Inquérito das Fake News corre em sigilo e já mirou políticos, empresários, e usuários de redes sociais, tendo determinado bloqueio de contas, mandados de busca e prisões.
A falta de conclusão e a relatoria de Alexandre de Moraes, decidida sem sorteio, motivam críticas da oposição ao governo e de especialistas quanto a esse inquérito.
Entre os investigados no procedimento estão o ex-presidente Jair Bolsonaro e vários aliados dele.
Próximos passos
O ministro Alexandre de Moraes deve esperar a opinião da Procuradoria Geral da República (PGR) antes de decidir se atende ao pedido do ministro Gilmar Mendes e inclui Romeu Zema no Inquérito das Fake News.








