Alvo de ação, Zema diz que STF não o intimidará: “Se carapuça serviu”
Ministro Gilmar Mendes pediu a inclusão do ex-governador em inquérito das fake news após vídeo com fantoches representando ministros
atualizado
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O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) disse que não irá se intimidar diante da notícia-crime apresentada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes contra ele. A declaração foi dada em entrevista ao Contexto Metrópoles, com a jornalista Neila Guimarães, na manhã desta desta segunda-feira (20/4).
“Não vai me intimidar de forma alguma. Eu não tenho rabo preso. Fiz um governo totalmente transparente, sem corrupção, à frente de Minas Gerais. E estou muito à vontade para estar criticando essa farra dos intocáveis”, afirmou Zema.
O político também chamou a Corte de “balcão de negócios”. “Qualquer brasileiro, até mesmo aquele que não sabe ler adequadamente, está entendendo o que está ocorrendo no STF que se transformou em um supremo balcão de negócios”, ressaltou.
O ministro Gilmar Mendes pediu a inclusão do ex-governador de MG no Inquérito das Fake News após a postagem de um vídeo nas redes sociais sugerindo condutas ilícitas do decano do Supremo.
Na publicação, fantoches que representam Gilmar e Dias Toffoli conversam sobre o caso do Banco Master. Ao ser questionado, o pré-candidato à Presidência da República disse que o incômodo dos magistrados é porque “a carapuça serviu”.
“Eles se consideram acima de todos e acima da lei também. Dá para ver claramente que é uma sátira, que são fantoches, caricaturas. Se os ministros acharam que aquilo coube uma identificação a eles, parece que a carapuça serviu. Eu estou muito tranquilo e continuo achando que o absurdo não as sátiras diariamente são publicadas, o que eu acho absurdo é um contrato de R$ 129 milhões sem explicação”, disse, em referência ao contrato da advogada Viviane Barci, mulher do ministro Alexandre de Moraes, com o Master.
A notícia-crime de Gilmar foi levada a Moraes, relator do Inquérito das Fake News. Em trecho do documento, o magistrado diz que Zema “vilipendia não apenas a honra e a imagem do Supremo Tribunal Federal, como também da minha própria pessoa“.










