Eleição 2026

Zema sobre ser vice de Flávio: “Vou levar minha candidatura até o fim”

O ex-governador de MG, que apresentou plano para a presidência, não descartou aliança em caso de um segundo turno da direita contra o PT

atualizado

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Romeu Zema - Metrópoles
1 de 1 Romeu Zema - Metrópoles - Foto: Rebeca Ligabue/Metrópoles

Em meio a rumores de que Romeu Zema (Novo) poderia desistir da pré-candidatura à Presidência e ser vice na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL), o ex-governador mineiro reafirmou que seguirá no pleito por conta própria. No entanto, ele não descartou uma aliança em caso de um segundo turno da direita contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Minha base primeiro será Belo Horizonte, e São Paulo pela importância e relevância vai ter com toda certeza seu lugar na nossa agenda. Eu estive com [Jair] Bolsonaro em agosto do ano passado e ele disse que quanto mais pré-candidatos a direita tiver, melhor; mais votos ela vai ter, mais difícil vai ficar para o PT direcionar o seu ataque a um só candidato, mas no segundo turno estaremos todos juntos”, prometeu Zema.

O ex-governador de Minas Gerais anunciou as diretrizes iniciais do próprio plano de governo em evento na zona oeste da cidade de São Paulo. O pré-candidato promete a redução da maioridade penal, a privatização de todas as empresas estatais e uma alternativa à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Zema também se comprometeu, caso seja eleito presidente, em aprovar a anistia aos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro.

Entre as pautas sustentadas pelo pré-candidato, estão ainda a classificação de facções criminosas como terrorismo e o fim das “saidinhas” de presidiários, assim como acabar com a maioridade penal. “Crime de adulto vai ter pena de adulto”, ameaçou.

Ao ser questionado sobre o aumento de salário de 300% que Zema deu em 2023 para o próprio salário de governador em Minas Gerais, o pré-candidato do Novo respondeu que o dinheiro é doado para instituições sociais. “Nunca coloquei R$ 1 no bolso. Estar ganhando R$ 1, R$10 ou R$50 não faz diferença pra mim”, declarou.

 

“Brasil sem intocáveis”

Zema disse que, se eleito, exigirá mandatos para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Em embate aberto com alguns magistrados, que chama de “intocáveis”, o mineiro prometeu uma ampla reforma na Corte e ainda disse que Dias Toffoli e Alexadre de Moraes devem ser presos.

“A primeira coisa que eu vou fazer é acabar com a farra dos intocáveis. Minha primeira medida será propor ao Congresso um novo Supremo, um Supremo em que seus membros prestem contas dos seus atos. Um Supremo em que parentes de ministros não possam ter negócios jurídicos. Um Supremo com idade mínima de 60 anos e mandato de 15, para que seja a coroação de uma carreira irretocável”, disse.

Zema reforçou que os ministros devem ser investigados. “O Judiciário é importantíssimo, mas hoje ele está sendo o contrário. Hoje os exemplos piores do Brasil estão vindo do Supremo Tribunal Federal, que se transformou no balcão de negócios, está claríssimo. E precisamos não só tirar dois ministros [Dias Toffoli e Alexandre de Moraes] de lá pelo que já se viu, como também mandá-los para a prisão em nome de uma democracia”, atacou, em referência aos dois ministros que estariam servindo de exemplos de criminalidade, banditismo e corrupção, segundo afirmou.

Desentendimento com Gilmar Mendes

Em entrevista coletiva a jornalistas, Zema ainda comentou o desentendimento público que teve nesta semana com o ministro Gilmar Mendes.

“Eu não sei se alguém aqui que já teve alguma decisão judicial favorável ficou em dívida com o juiz, isso ele não me falou. E parece que agora ele está se julgando como um credor de Minas ou de mim em alguma questão, e para mim Justiça é para decidir de acordo com a lei e com a Constituição, e não pra poder submeter alguém ou ter favores de alguém”, afirmou o ex-governador mineiro.

Nessa terça (14/4), Mendes ironizou o ex-governador ao reagir às declarações em que o político defendeu até a prisão de integrantes do Supremo. Pelas redes sociais, o ministro havia dito que “é, no mínimo, irônico ver quem já geriu o Estado de Minas Gerais atacar o STF e os seus membros”, após ter solicitado ao Tribunal o adiamento do pagamento de dívidas do estado mineiro com a União.

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