Zema reage a críticas de Gilmar Mendes: “Não vai me intimidar”
Romeu Zema (Novo), ex-governador de Minas e pré-candidato à presidência, está em embate com ministros do STF
atualizado
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Belo Horizonte – O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) respondeu nesta quarta-feira (15/4) a críticas feitas a ele pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Após ser ironizado pelo decano da Corte, Zema reagiu dizendo que não se sentiu “intimidado”.
“Você pode estar acostumado a ameaçar seus amiguinhos da velha política que jogam tudo pra debaixo do tapete e resolvem nas escondidas. Comigo é diferente”, afirmou Zema.
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Ao rebater as críticas, o ex-governador afirmou estar preocupado com “o modelo mental de Gilmar Mendes” e disse que o ministro do Supremo deu uma decisão favorável ao estado de Minas apenas para que ele ficasse “submisso” ao Supremo.
“Ele deu uma decisão favorável a Minas Gerais, e agora descobri que foi um favor para eu ser subimisso a ele pelo resto da vida”, falou, em vídeo. O político do Novo ainda afirmou que as decisões do STF são baseadas em “vantagens” para os ministros da Corte.
Zema está em embate aberto com alguns ministros do STF, que chama de “intocáveis”. Na terça (14/4), Mendes ironizou o ex-governador ao reagir às declarações em que o político defendeu até a prisão de integrantes da Corte. A troca de acusações foi noticiada pelo Metrópoles na coluna de Manoela Alcântara.
Pelas redes sociais, Gilmar havia dito que “é, no mínimo, irônico ver quem já geriu o Estado de Minas Gerais atacar o STF e os seus membros” após ter solicitado ao Tribunal o adiamento do pagamento de dívidas com a União.
“A contradição é latente: quando o STF profere decisões que garantem o fluxo de caixa ou suprem omissões do Legislativo local, a Corte é acessada como agente necessário ao funcionamento da máquina estatal”, escreveu Gilmar em referência direta a Zema.
O decano do STF prosseguiu: “Afinal, ninguém recorreria sucessivamente a um Tribunal cuja legitimidade não reconhecesse. Contudo, basta que a Corte contrarie interesses políticos desse grupo para que o pragmatismo jurídico dê lugar a chavões vazios de ‘ativismo judicial’ e a ataques à honra dos ministros”.
A declaração ocorreu após Zema defender que os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes deveriam ser afastados do STF e presos por causa das investigações que os ligam ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Em evento realizado em São Paulo, Zema afirmou que o Brasil vive “crise moral” e atribuiu parte desse cenário a ministros do STF. “Dias Toffoli e Alexandre de Moraes não merecem só processo de impeachment, merecem prisão”, disse o ex-chefe do Palácio da Liberdade, que renunciou e está em pré-campanha para ser candidato a presidente da República.
Dívidas de Minas com a União
Em fevereiro, por decisão do ministro Nunes Marques, o STF suspendeu por 180 dias ação em que Minas Gerais busca equalizar sua dívida com a União, de acordo com sua capacidade de pagamento.
A medida adotada pelo ministro visa permitir o avanço das tratativas administrativas para a adesão do estado ao Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag).
