Zema diz que vai obrigar “marmanjão” do Bolsa Família a aceitar emprego
Crítico do Bolsa Família, presidenciável do Novo diz que vai obrigar “marmanjões deitados no sofá” a aceitar proposta de emprego, se eleito
atualizado
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O pré-candidato do Novo à Presidência, o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, reforçou críticas nesta quinta-feira (16/4) ao programa Bolsa Família, em evento de apresentação de seu plano de governo na disputa eleitoral. Caso eleito, o empresário afirmou que vai obrigar “marmanjões” que recebem o benefício a aceitar proposta de emprego. Do contrário, perderão o auxílio.
“Marmanjões de 20, 30 anos, o dia todo deitado no sofá, jogando video game, participando de rede social e emprego não tem. Eu vou fazer quem recebe Bolsa Família, do sexo masculino, saudável, novo, ser obrigado a aceitar proposta de emprego ou então ter o benefício cortado“, anunciou, em São Paulo.
Zema detalhou que, caso o beneficiário não tenha trabalho, ele terá de ser voluntário em algum equipamento público. “Caso não tenha emprego, ele terá de estar ajudando como voluntário numa prefeitura, numa creche municipal, numa escola municipal, na limpeza urbana, em alguma coisa. Não todo dia, mas um ou dois dias por semana. E também terá de estar concluindo algum curso”, acrescentou.
Questionado se pretende propor mudanças ao regime de trabalho CLT, Zema disse que quer “alternativa”.
“O funcionário e o patrão decidem: ‘Eu quero a CLT ou eu quero esse novo modo de trabalhar aqui’, aonde alguém possa fazer um contrato de trabalho para trabalhar duas horas por dia. Isso existe no mundo inteiro. Por que que não podemos colocar aqui no Brasil? Alguém que fala? ‘Eu vou trabalhar só na quinta e sábado, das 7 da manhã à uma da tarde’. Aqui no Brasil não pode um contrato desse”, lançou.
Segundo anunciou, não se trataria de propor uma nova reforma trabalhista ao país, mas “um complemento trabalhista“, sem explicar do que se tratava. “Vamos deixar aí, nada melhor do que dar alternativas. Aqui no Brasil nós só temos pasteurização, tudo igual. É preciso ter diferenciações para as pessoas optarem”, reforçou o empresário do setor varejista, o Grupo Zema.

