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Brasil

Após embate com ministros, Gilmar Mendes defende evitar politização do TSE

Ministro do STF usou as redes sociais para sair em defesa da Corte Eleitoral, da qual ele não faz parte nesse momento

19/09/2026 20:28, atualizado 19/09/2026 20:43
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Após embate com ministros, Gilmar Mendes defende evitar politização do TSE

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), usou as redes sociais neste sábado (19/9) para sair em defesa do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e criticar o que chamou de “politização da Justiça Eleitoral”. A manifestação acontece após o magistrado entrar em embate com ministros que compõem a Corte Eleitoral.

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Na publicação, Gilmar cita reportagens da imprensa e fala sobre os riscos de interferência interna e externa nas eleições de outubro. Ao citar relatório da Agência Brasileira e Inteligência (Abin) que apontou para o “risco crítico” de interferência dos Estados Unidos no pleito das próximas semanas, Gilmar Mendes classificou como “mais grave” o “risco que vem de dentro” com a “politização da Justiça Eleitoral”.

“Quem tenta engajar o Tribunal em proselitismo partidário deve avaliar se reúne condições de nele permanecer. E os partidos políticos e o Ministério Público Eleitoral devem fiscalizar atentamente se essas condições estão presentes, arguindo a suspeição nos casos em que ela se configure. É preciso, pois, que o TSE continue a coibir práticas abusivas e deturpadoras da vontade popular”, escreveu.

O ministro não citou nomes e nem fez referências direta a nenhum outro colega, mas a declaração ocorre poucos dias após Gilmar Mendes protagonizar um bate-pouca durante sessão no STF com ministros que atualmente integram o TSE, entre eles o presidente da Corte Eleitoral, Kassio Nunes Marques, e André Mendonça, vice-presidente do TSE.

Na ocasião, que analisou a possibilidade de abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes por suposta ligação com o banqueiro Daniel Vorcaro, Gilmar Mendes chegou a interromper Mendonça para se dizer “impressionado” com a “desfaçatez” do colega.

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“É impressionante a desfaçatez desse sujeito”, disse Gilmar. Mendonça reagiu pedindo respeito e Gilmar respondeu dizendo que o magistrado “podia chorar”.

Na publicação de hoje, Gilmar Mendes defendeu que o TSE “continue a coibir práticas abusivas e deturpadoras da vontade popular” e citou os riscos do uso de Inteligência Artificial (IA) durante as campanhas e o período eleitoral no Brasil.

“As ferramentas de inteligência artificial hoje existentes, ao mesmo tempo em que ajudam nas atividades do dia a dia, permitem a criação de vídeos, áudios e peças de propaganda capazes de enganar o eleitor e desequilibrar as disputas eleitorais”, declarou o magistrado ao defender que a “atuação apartidária” do TSE “sempre garantiu a paridade de armas entre candidatos e a legitimidade das eleições”.