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Brasil

Frentes voltam a discutir ampliar ensino técnico em meio à PEC 6x1

Deputado deve apresentar PEC para ampliar a modalidade e conta com apoio de parlamentares alinhados ao setor produtivo

Repórter de Brasil09/03/2026 02:00, atualizado 09/03/2026 06:51
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Divulgação/Seduc SP
Imagem colorida mostra alunos do ensino médio em sala de aula.

Em meio às discussões sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 8/2025, conhecida como a PEC pelo fim da escala 6×1, integrantes de frentes parlamentares representantes de setores produtivos passaram a rediscutir a ampliação do ensino técnico profissionalizante no Ensino Médio.

A medida poderia “resolver a questão da produtividade”, segundo o deputado federal José Rocha (União Brasil-BA), que já está elaborando PEC no sentido de ampliar o ensino técnico para todas as escolas públicas.

“Hoje se questiona muito sobre a produtividade. O problema é que nem todo mundo é qualificado para entregar a produtividade que se espera no mercado de trabalho, por isso proponho transformar todo o ensino médio hoje em técnico profissionalizante”, disse ao Metrópoles.
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Deputado José Rocha
Deputado Domingos Sávio (PL-MG)
Joaquim Passarinho (PL-PA) em entrevista ao Metrópoles
Deputada Erika Hilton (PSol-SP)
Deputado Paulo Azi, relator na CCJ, apresenta parecer favorável e sugere transição gradual na redução da jornada
Lula e o presidente da Câmara, Hugo Motta
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Lula e o presidente da Câmara, Hugo Motta

Ricardo Stuckert / PR
Deputado José Rocha
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Deputado José Rocha

Reprodução/Câmara dos Deputados
Deputado Domingos Sávio (PL-MG)
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Deputado Domingos Sávio (PL-MG)

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Joaquim Passarinho (PL-PA) em entrevista ao Metrópoles
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Joaquim Passarinho (PL-PA) em entrevista ao Metrópoles

Nina Quintana/Metrópoles
Deputada Erika Hilton (PSol-SP)
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Deputada Erika Hilton (PSol-SP)

Igo Estrela/Metrópoles @igoestrela
Deputado Paulo Azi, relator na CCJ, apresenta parecer favorável e sugere transição gradual na redução da jornada
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Deputado Paulo Azi, relator na CCJ, apresenta parecer favorável e sugere transição gradual na redução da jornada

Giuliano Gazzoni/Metropoles

A proposta de Rocha agrada alguns líderes, como o presidente da Frente Parlamentar do Comércio e Serviços (FCS), Domingos Savio (PL-MG). Rocha falou sobre a sua PEC durante almoço da frente para tratar da modernização da jornada de trabalho na última quarta-feira (4/3).

Outro apoiador é o presidente da Frente Parlamentar do Empreendedorismo, Joaquim Passarinho (PL-PA). Para o deputado, o “ensino profissionalizante sempre deveria ser prioridade”. Ele frisou que a proposta deve andar separada da PEC.

“Estamos aproveitando o momento para retomar um tema que é tão importante e acredito que uma coisa não pode contaminar a outra”, disse à reportagem.

Frentes parlamentares têm feito ofensiva nas últimas semanas contra a PEC para a redução da escala de trabalho. O fim da escala 6×1 se tornou prioridade para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste ano eleitoral de 2026. Além do Planalto, a proposta entrou na agenda do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Em um jantar promovido na sede da Frente Parlamentar pelo Livre Mercado, na última terça-feira (2/3), uma coalizão de 25 frentes defenderam que o Congresso se aprofunde na discussão de uma “modernização da jornada de trabalho” e insistiram em adiar o debate para depois do período eleitoral.


Qual é a tramitação da PEC pelo fim da escala 6X1

  • A PEC nº 8/2025 foi proposta por Erika Hilton (PSol-SP) em fevereiro de 2025;
  • Cerca de um ano depois, o presidente Hugo Motta despacha o texto para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e diz ter a intenção de votar o projeto no primeiro semestre de 2026;
  • O projeto ficou sob a relatoria do ex-presidente do colegiado, Paulo Azi (União Brasil-BA);
  • Se a CCJ votar pela admissibilidade da PEC, a proposta segue para uma comissão especial e, depois, pode ir ao plenário da Câmara;
  • Uma PEC deve ser votada em dois turnos com pelo menos 308 votos para ser aprovada;
  • Depois da Câmara, segue para o Senado.

Novo Ensino Médio foi aprovado em 2024

Não faz muito tempo que o Congresso se debruçou sobre atualizações na grade curricular do Ensino Médio. Em 2024, depois de mais de um ano de tramitação, a Câmara e o Senado aprovaram o Novo Ensino Médio, que ampliou a carga curricular básica de 1.800 para 2.400 horas.

A nova lei também ampliou a Formação Geral Básica (FGB) para o ensino técnico, de 1.800 para 2.100 horas. O tempo para a formação profissionalizante pode variar entre 900 e 1.200 horas. As mudanças começaram a ser implementadas em 2025 e serão concretizadas em 2027.

A proposta de José Rocha busca justamente se contrapor às mudanças aprovadas há menos de dois anos e ampliar o ensino técnico profissionalizante para todas as escolas do Brasil. Para Rocha, os alunos devem se formar com grau técnico e depois decidir se querem entrar em universidade ou exercer a profissão técnica que apreenderam na escola.

O deputado baiano tem levado essa proposta para integrantes da Comissão de Educação da Câmara. Segundo ele, tanto integrantes da esquerda quanto da direita apoiam a iniciativa. Rocha, inclusive, é um dos nomes cotados para presidir o colegiado em 2026. O comando da comissão fica com o União Brasil, mas o líder, Pedro Lucas Fernandes (MA), ainda não bateu o martelo.

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