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Lula defende acordo para fim da escala 6×1: “Não será goela abaixo”

Durante agenda em São Paulo, nesta terça-feira (3/3), o presidente Lula defendeu um consenso entre empresários, trabalhadores e governo

atualizado

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Ricardo Stuckert/Presidência da República
Imagens coloridas mostram o presidente Lula sorrindo durante evento
1 de 1 Imagens coloridas mostram o presidente Lula sorrindo durante evento - Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu, nesta terça-feira (3/3), um acordo entre empresários, trabalhadores e governo em relação à redução da escala de trabalho 6×1. Em discurso voltado a trabalhadores, ele argumentou que a nova jornada não prejudique os empregados nem a economia brasileira.

“É preciso não ter dois pesos e duas medidas. O que estamos fazendo é um chamamento: isso será discutido no Senado e na Câmara”, disse o chefe do Palácio do Planalto. “Qual é a jornada ideal? Para muitas categorias, há jornadas diferenciadas. Podemos ter uma regra geral, mas, na regulamentação, será preciso considerar as especificidades”, avaliou.

A fala ocorreu durante evento no Teatro Celso Furtado, no Centro de Convenções Anhembi, zona norte da capital paulista. Autoridades participaram da sessão solene de abertura da II Conferência Nacional do Trabalho (CNT).

“Não queremos enfiar goela abaixo uma jornada. Queremos construir algo possível. É melhor negociar do que recorrer depois à Justiça do Trabalho”, opinou o presidente da República.

Nesta terça, Lula cumpriu duas agendas em São Paulo ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB); e dos ministros Fernando Haddad (PT), da Fazenda; do Empreendedorismo, Márcio França; do Planejamento, Simone Tebet (PSB); e do Trabalho, Luiz Marinho (PT).

Redução da jornada

Uma das propostas de emenda à Constituição (PECs) que tramitam atualmente no Congresso aumenta de um para dois dias o descanso mínimo semanal, preferencialmente aos sábados e domingos.

Além disso, reduz de 44 para 36 horas o tempo máximo de trabalho semanal, sem contar horas extras. Atualmente, a Constituição estabelece que a carga de trabalho será de até oito horas diárias e até 44 horas semanais.

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