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Brasil

Flávio Bolsonaro diz que pediu para Trump não sobretaxar o Brasil.

Governos dos Estados Unidos concluiu investigação comercial contra o Brasil e pretende taxar importações brasileiras em 25%

02/06/2026 09:49, atualizado 02/06/2026 10:18
Divulgação/Flávio Bolsonaro
Senador Flávio Bolsonaro ao lado do presidente Donald Trump, na Casa Branca

O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que pediu ao presidente Donald Trump para não taxar empresas brasileiras. O pedido teria sido feito durante encontro do pré-candidato à Presidência da República com o líder norte-americano na semana passada, na Casa Branca.

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Após o encontro entre os dois, o Departamento de Estado dos Estados Unidos classificou duas organizações criminosas brasileiras como terroristas e, nessa terça-feira (2/6), o governo norte-americano determinou que pretende sobretaxar importações brasileiras em 25%.

“Pedi expressamente ao presidente Trump para não taxar nossas empresas. É um pedido expresso que eu fiz a eles. Eu disse a eles: a partir de 2027, vocês vão ter um governo que vai sentar aqui e negociar de igual para igual com vocês porque nosso agro alimenta o mundo. Não é justo taxar nossas empresas”, declarou Flávio em entrevista à Rádio Itatiaia, em Minas Gerais.

Ainda em entrevista à rádio mineira, Flávio Bolsonaro declarou ainda que é preciso proteger o etanol e o Pix brasileiros. “A gente tem que valorizar nossa tecnologia. A gente tem que valorizar o nosso Pix. A gente tem que valorizar nosso Etanol, que é uma energia limpa”, disse.

As novas taxas, que ainda serão discutidas em audiências públicas e devem passar pelo aval de Donald Trump, podem substituir o tarifaço anunciado em setembro de 2025. As taxas teriam sido articuladas pelo deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL), que vive nos Estados Unidos.

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As tarifas, que chegaram a ser comemoradas entre parlamentares do espectro mais à direita no Brasil, se tornaram um revés para a família Bolsonaro, que agora tenta se distanciar de qualquer vínculo com o tema. Na entrevista dessa terça, Flávio afirmou que o anúncio tem relação com a desconfiança do governo norte-americano com o presidente Lula.