Escritórios ligados a advogado preso receberam o 2º maior valor do Master entre bancas
Daniel Lopes Monteiro foi preso pela Polícia Federal em nova fase da Compliance Zero; ex-presidente do BRB também foi preso pela PF
atualizado
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Dois escritórios de advocacia ligados ao advogado Daniel Lopes Monteiro, preso pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (16/4), receberam R$ 79 milhões do Banco Master. Este é o 2º maior valor de repasses entre bancas, segundo dados do Imposto de Renda do banco.
Os pagamentos ficam atrás apenas do valores pagos ao escritório Barci de Moraes, da mulher do ministro Alexandre de Moraes, a advogada Viviane Barci Moraes, que recebeu R$ 80,2 milhões em repasses do Master entre 2023 e 2024.
Daniel Monteiro foi advogado que representou o Master na tentativa de compra do Banco de Brasília (BRB). Além do advogado, o ex-presidente do banco estatal de Brasília Paulo Henrique Costa também foi preso. Os dois são investigados pela negociação de propina nas negociações de venda do Master para o banco distrital.
Informações do Imposto de Renda do Banco Master, enviadas à CPMI do Crime Organizado e obtidas pelo Metrópoles, mostram que os repasses foram feitos a dois CNPJs ligados ao advogado Daniel Lopes Monteiro. Tratam-se dos escritórios:
- Monteiro Rusu Cameirão e Bercht
- Rusu Sociedade de Advogados.
O valor corresponde à soma de repasses mensais feitos às bancas entre 2022 e 2025.
A reportagem entrou em contato com o escritório Monteiro Rusu Cameirão para obter mais informações sobre os pagamentos, mas não houve resposta até a publicação. O espaço segue aberto para manifestação.
4ª fase da Compliance Zero
A nova fase da operação prendeu preventivamente Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), e o advogado Daniel Lopes Monteiro. Ambos são investigados pela suspeita de negociação de propina no âmbito da operação de venda do Banco Master para o banco distrital.
A PF investiga se o ex-presidente do BRB recebeu R$ 146 milhões de Daniel Vorcaro para facilitar a aquisição do banco pelo BRB. O pagamento teria sido feito por meio de imóveis localizados em Brasília e São Paulo. Informações obtidas pelo Metrópoles indicam que seriam quatro na capital paulista e dois na capital federal.
Daniel foi advogado do Banco Master nas negociações que tentaram vender a instituição financeira para o BRB. A operação foi suspensa pelo Banco Central, que viu suspeita de fraude financeira no banco de Daniel Vorcaro.










