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Veja imóveis que seriam pagos em propina por Vorcaro a ex-presidente do BRB

Paulo Henrique Costa foi preso na manhã desta quinta-feira (16/4). Vorcaro teria prometido seis imóveis ao ex-presidente do BRB

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1 de 1 valle-dos-ipes-df-2-compressed - Foto: Reprodução

O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, teria prometido dar seis imóveis de alto padrão para o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa como pagamento de propina, segundo a Polícia Federal.

Os empreendimentos, localizados em São Paulo e em Brasília, têm valor estimado de R$ 146,5 milhões. As informações constam na decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a prisão de Paulo Henrique nesta quinta-feira (16/4)

O primeiro imóvel listado como pagamento de propina a Paulo Henrique é o Heritage Cyrela, no bairro de Itaim Bibi, em São Paulo. De acordo com as divulgações da construtora responsável, o imóvel conta com apartamentos de 570 m², com até cinco suítes e seis vagas na garagem.

Em seguida, aparece o edifício Arbórea, também no Itaim Bibi. O local conta com apartamentos de 472 m², quadras de tênis, piscina e área fitness.

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Heritage, em SP
Prédio Arborea, em SP
Prédio Arborea, em SP
Arborea, em São Paulo
Casa Lafer, localizado no Itaim Bibi
Heritage, em São Paulo
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Heritage, em São Paulo

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Heritage, em SP

Prédio Arborea, em SP
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Prédio Arborea, em SP

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Arborea, em São Paulo

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Casa Lafer, localizado no Itaim Bibi
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Casa Lafer, localizado no Itaim Bibi

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Casa Lafer
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Casa Lafer

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Edifício One Sixty, em SP
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Edifício One Sixty, em SP

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Edifício One Sixty, em SP
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Edifício One Sixty, em SP

Ainda no Itaim, outro imóvel envolvido na negociação foi o Casa Lafer. Com apartamentos de 424 m², quatro suítes e cinco vagas na garagem, o empreendimento de luxo conta com academia e piscina.

Imóveis do One Sixty, localizado no bairro Vila Olímpia, em SP, também chegaram a ser oferecidos ao ex-presidente do BRB. O empreendimento conta com apartamentos de 275 m² a 592 m².

Imóveis em Brasília

Em Brasília, dois empreendimentos foram envolvidos na negociação de Vorcaro e Paulo Henrique Costa. O primeiro, o Ennius Muniz, está localizado no Noroeste, área nobre da capital federal, conta com 20 apartamentos de até 298 m² e áreas de lazer.

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Projeto do Valle dos Ipês, no DF
Projeto do Valle dos Ipês, no DF
Edifício Ennius Muniz, no Noroeste, em Brasília
Edifício Ennius Muniz, no Noroeste, em Brasília
Projeto do Valle dos Ipês, no DF
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Projeto do Valle dos Ipês, no DF

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Projeto do Valle dos Ipês, no DF
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Projeto do Valle dos Ipês, no DF

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Projeto do Valle dos Ipês, no DF
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Projeto do Valle dos Ipês, no DF

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Edifício Ennius Muniz, no Noroeste, em Brasília
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Edifício Ennius Muniz, no Noroeste, em Brasília

Edifício Ennius Muniz, no Noroeste, em Brasília
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Edifício Ennius Muniz, no Noroeste, em Brasília

O segundo fica no recém-anunciado Reserva Jardim Botânico, localizado a cinco minutos da Ponte JK e que ainda se encontra em fase de lançamento. O Valle dos Ipês conta 6 torres com apartamentos de 4 suítes, que variam de apartamentos a coberturas. A área de lazer conta piscina com borda infinita, spa, mirantes.

De acordo com as investigações, o pagamento total dos valores acordados entre Vorcaro e Paulo Henrique “somente não se concretizou porque Vorcaro teve ciência da instauração de procedimento investigatório sigiloso para apurar, exatamente, o pagamento de propina a Paulo Henrique por meio da aquisição e repasse de imóveis“.

A rastreabilidade financeira, segundo a PF, indica pagamentos concretos superiores a R$ 74,6 milhões, com destaque para desembolsos relativos aos empreendimentos Heritage, One Sixty, Arbórea, Ennius Muniz e Valle dos Ipês.

Prisão

O ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa foi preso pela Polícia Federal em Brasília (DF), nesta quinta-feira (16/4), em nova fase da Operação Compliance Zero. O advogado Daniel Monteiro, que teria representado o Master em negociações com o BRB, também foi preso, em São Paulo.

Segundo o advogado Cleber Lopes, que representa o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique “não cometeu crime algum” e a prisão é “desnecessária”.  

De acordo com as apurações, os alvos teriam atuado para estruturar esquema de compliance paralelo para burlar controles internos e regras no BRB.  A suspeita é de que o pagamento de vantagens indevidas tenha ocorrido com a aquisição e transferência de apartamentos, com uso de empresas de fachada.

Esta é a 4ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga esquema de lavagem de dinheiro para o pagamento de vantagens indevidas que teriam sido destinadas a agentes públicos.

Crise no BRB

Paulo Henrique Costa chegou à presidência do BRB em 2019 e conduziu a tentativa de compra do Banco Master pela instituição. Foi na sua gestão que o Banco de Brasília adquiriu ativos podres do Banco Master, de Daniel Vorcaro.

O BRB enfrenta grave crise após comprar ativos podres do Master. O banco precisa fazer provisionamento de aproximadamente R$ 8,8 bilhões, de acordo com o atual presidente da instituição financeira, Nelson Antônio de Souza.

Os ativos do Master vendidos ao BRB, considerados saudáveis pelo banco, foram avaliados pela própria instituição em R$ 21,9 bilhões.

Em novembro de 2025, Paulo Henrique Costa foi afastado do cargo pela Justiça. Em dezembro, durante depoimento à Polícia Federal, ele negou que os negócios com o Banco Master tinham o objetivo de salvar a instituição de Daniel Vorcaro.

Na oitiva realizada dia 30 de dezembro, à qual o Metrópoles teve acesso, Costa defendeu a operação de compra de carteiras, classificada por ele como “técnica”. O ex-presidente também pontuou que, em relação à tentativa de aquisição do Master, foi a terceira opção do BRB e que tinha objetivo de tornar o banco competitivo, com presença de mercado e com escala “compatível com sobrevivência”.

Questionado, durante o depoimento, se ele “tinha a impressão de que o Master iria quebrar antes do negócio” e se havia preocupação de concluir a transação de forma rápida para evitar o colapso do Master, Costa declarou à PF que, “se ia quebrar ou não ia quebrar, no final, seria problema dele”.

O ex-presidente do BRB afirmou que “o BRB nunca teve compromisso ou qualquer ideia de viabilizar salvação do Master” e declarou que a proposta final excluía R$ 51 bilhões de ativos e passivos.

“Então, um contrato que tem conjunto de cláusulas precedentes, que obriga reorganização societária, que exclui volume como esse de ativos, nunca poderia ser tratado como contrato de salvação do Master”, disse.

 

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