Mirelle Pinheiro

Vorcaro usou imóveis de luxo para “comprar” apoio no BRB, diz PF

Para a Polícia Federal o pagamento de vantagens indevidas viabilizou negócios envolvendo carteiras de crédito consideradas podres

atualizado

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Arte sobre fotos coloridas do dono do Master, Daniel Vorcaro, e do presidente do BRB, Paulo Henrique Costa
1 de 1 Arte sobre fotos coloridas do dono do Master, Daniel Vorcaro, e do presidente do BRB, Paulo Henrique Costa - Foto: Arte/Metrópoles

A Polícia Federal (PF) identificou um suposto esquema de pagamento de propina por meio de imóveis de alto padrão envolvendo o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa.

Segundo a investigação, valores ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro teriam sido repassados de forma dissimulada por meio da transferência de seis imóveis, quatro em São Paulo e dois em Brasília, avaliados em cerca de R$ 140 milhões.

As investigações também identificaram movimentações para venda de ao menos um dos imóveis, localizado em um edifício de alto padrão na região do Itaim Bibi, em São Paulo. Os imóveis são Arbórea, Casa Lafer, Ennius Muniz, Heritage, One Sixty e Valle dos Ipês.

De acordo com os investigadores, os bens teriam sido utilizados como forma de ocultar a origem do dinheiro, em um modelo considerado sofisticado de lavagem de capitais.

A Polícia Federal aponta que a posse dos imóveis era mantida de maneira indireta, com uso de empresas e estruturas que dificultavam a identificação dos verdadeiros beneficiários.

Ainda segundo a apuração, o advogado Daniel Monteiro, preso nesta quinta-feira (16/4), é suspeito de ter atuado na organização desse modelo financeiro.

Ele é apontado como responsável por administrar fundos e contas que teriam sido usados para movimentar os recursos e dar aparência legal às transações.

Monteiro também teria participado de negociações envolvendo o Banco Master e o BRB.

Para a Polícia Federal o pagamento de vantagens indevidas viabilizou negócios envolvendo carteiras de crédito consideradas podres, em transações que movimentaram bilhões de reais.

Operação Compliance Zero

Com base nos elementos reunidos, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça autorizou a prisão preventiva de Paulo Henrique Costa e Daniel Monteiro, cumprida nesta quinta-feira (16).

A medida faz parte da quarta fase da Operação Compliance Zero, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro e corrupção envolvendo agentes públicos e o sistema financeiro.

O caso tramita sob sigilo no Supremo Tribunal Federal.

 

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