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Mirelle Pinheiro

Mensagens revelam negociação de imóveis de luxo no caso BRB-Master

Segundo a investigação, as tratativas estavam em andamento quando foram abruptamente interrompidas

16/04/2026 08:37, atualizado 16/04/2026 08:41
Breno Esaki/Metrópoles @BrenoEsakiFoto
Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB Metrópoles

A Polícia Federal (PF) encontrou mensagens que detalham a negociação e a transferência de imóveis de alto padrão ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro para o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa.

Segundo a investigação, os diálogos envolvem diretamente Vorcaro, o advogado Daniel Monteiro, também preso, e o próprio Costa, e mostram tratativas sobre imóveis localizados em São Paulo e no Distrito Federal.

De acordo com os investigadores, o acordo previa a transferência de ao menos sete imóveis em empreendimentos de alto padrão.

Entre os edifícios citados nas conversas estão Arbórea, Casa Lafer, Ennius Muniz, Heritage, One Sixty e Valle dos Ipês, todos conhecidos pelo perfil de alto luxo e valores milionários.

A Polícia Federal aponta que os imóveis eram utilizados como instrumento para ocultar pagamentos indevidos, com aparência de operações imobiliárias regulares.

A apuração indica que o grupo utilizava empresas de fachada para dissimular tanto a origem quanto a destinação dos recursos.

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Esse modelo permitia que os imóveis fossem transferidos sem vínculo direto com os beneficiários finais, dificultando o rastreamento financeiro.

Os investigadores destacam que as mensagens analisadas revelam um fluxo de comunicação contínuo entre os envolvidos, com tratativas sobre valores, unidades e andamento das negociações.

Segundo a investigação, as tratativas estavam em andamento quando foram abruptamente interrompidas.

A suspeita é de que Daniel Vorcaro tenha sido informado, de forma irregular, sobre a existência da investigação da Polícia Federal, o que teria levado à paralisação das negociações.

As transações imobiliárias foram apontadas como um dos principais fundamentos para o pedido de prisão de Paulo Henrique Costa e do advogado Daniel Monteiro.

Ambos foram alvos da quarta fase da Operação Compliance Zero, autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça.