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Eleições 2020

Candidatos à prefeitura de São Paulo já receberam R$ 20 milhões para campanha

Maior parte da verba vem dos partidos políticos, mas os aspirantes a prefeito da maior cidade do Brasil também mobilizaram doações

24/10/2020 04:45, atualizado 24/10/2020 13:49
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Arte/Metrópoles
Candidatos à prefeitura de São Paulo já receberam R$ 20 milhões para campanha

Os candidatos para a prefeitura da maior cidade do Brasil já receberam pouco mais de R$ 20 milhões para financiar a corrida eleitoral deste ano. A maior parte desses recursos veio dos partidos políticos de cada chapa, mas também estão inclusas doações e valores arrecadados em campanhas de financiamento coletivo.

O atual prefeito e candidato à reeleição, Bruno Covas (PSDB), é o que tem o maior valor à disposição, por enquanto. A chapa de Covas forma uma coligação com outras 11 siglas e já conta com R$ 7,7 milhões para bancar a campanha. A maior parte (R$ 5 milhões) veio do diretório nacional do PSDB, e R$ 2 milhões, do Podemos, um dos partidos coligados. O atual governante da cidade de São Paulo recebeu, ainda, R$ 200 mil de José Roberto Lamacchia, dono da Crefisa, e mais de uma dezena de doações de cidadãos.

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A segunda campanha com a maior verba recebida é a de Jilmar Tatto (PT), que concorre com chapa petista “puro-sangue”, sem coligação. Outras siglas de esquerda, como PSol, PCO, PSTU e PC do B, além das legendas de centro-esquerda, PSB e Rede, lançaram candidaturas próprias. No caso de Tatto, o diretório nacional do PT depositou R$ 4.474.000.

Seguem no rol das candidaturas milionárias a deputada federal Joice Hasselmann, que recebeu R$ 2 milhões do PSL; Márcio França, que ganhou R$ 1,6 milhão, somando o valor repassado pelo próprio partido, o PSB, e o do vice, PDT.

O nome do PSol, Guilherme Boulos, também terá mais de R$ 1 milhão à disposição da campanha. O ex-presidenciável somou repasses de R$ 953 mil da direção estadual do PSol aos R$ 312 mil arrecadados até o momento com financiamento coletivo, o que torna Boulos o segundo candidato que mais mobiliza a militância.

Em primeiro lugar no quesito mobilização está o deputado estadual e youtuber Arthur do Val (Patriota), o Mamãe Falei, que juntou R$ 383 mil em doações e não declarou ter recebido cota do partido até o momento.

Candidato pelo PSD, Andrea Matarazzo já declarou o recebimento de R$ 1.085.000, sendo cerca de R$ 1 milhão depositado pela direção municipal da legenda.

Seguindo o ranking das campanhas mais caras está o candidato do PC do B e ex-ministro dos Esportes Orlando Silva (R$ 603 mil); a candidata da Rede, Marina Helou (R$ 590 mil); Celso Russomano, do Republicanos (R$ 500 mil); Arthur do Val, do Patriota, (R$ 383 mil); Vera, do PSTU (R$ 54,8 mil); e Sabará, expulso do Novo e com situação indefinida (R$ 16 mil). Antônio Carlos (PCO) e Levy Fidelix (PRTB), do mesmo partido do vice-presidente Hamilton Mourão, ainda não declararam recebimento de verba para a campanha.

O TSE impõe um limite de gastos de R$ 51 milhões para cada candidato à prefeitura de São Paulo, mas nenhum aspirante ao cargo declarou valores sequer próximos à cifra até agora, faltando 22 dias para o primeiro turno da eleição, marcado para 15 de novembro.

Desempenho em pesquisas

Pesquisa Datafolha divulgada na última quinta-feira (22/10), a primeira realizada após o início do horário eleitoral, mostrou tendência de queda no desempenho de Celso Russomanno, que chegou a liderar a corrida e agora aparece três pontos percentuais atrás do líder no levantamento, Bruno Covas.

Os dois vêm disputando as duas vagas para o segundo turno e, pela primeira vez, Russomano aparece em empate técnico dentro da margem de erro da pesquisa com Guilherme Boulos.

Confira, abaixo o resultado da última pesquisa do Datafolha:

  • Bruno Covas (PSDB): 23%
  • Celso Russomanno (Republicanos): 20%
  • Guilherme Boulos (PSol): 14%
  • Márcio França (PSB): 10%
  • Arthur do Val – Mamãe Falei (Patriota): 4%
  • Jilmar Tatto (PT): 4%
  • Joice Hasselmann (PSL): 3%
  • Andrea Matarazzo (PSD): 2%
  • Levy Fidelix (PRTB): 1%
  • Marina Helou (Rede): 1%
  • Orlando Silva (PCdoB): 1%
  • Vera Lúcia (PSTU): 1%

Nenhum/branco/nulo: 13%

Não sabe: 3%

Antonio Carlos Silva (PCO) e Filipe Sabará (Novo) tiveram menos de 1%.