Conab: preço do arroz deve perder sustentação e cair nas próximas semanas
Companhia estima que a colheita do próximo ano fique no patamar das 12 milhões de toneladas, um aumento anual de 7,2%

O preço do arroz deve cair no médio prazo em decorrência da busca pelo produto importado, afirmou nesta quinta-feira (10/9) o presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Guilherme Bastos.
Em apresentação dos resultados do 12º e último levantamento da safra 2019/20, divulgado nesta data, ele afirmou: “Historicamente, cotações seguem mais altas no segundo semestre por sazonalidade, porém, como o preço interno já ultrapassa a paridade de importação dos principais mercados produtores, é provável que perca sustentação no médio prazo, pois já há intenso movimento das indústrias de beneficiamento na busca pelo produto no mercado internacional”.
A decisão da Câmara de Comércio Exterior (Camex) de zerar a alíquota de importação de uma cota de 400 mil toneladas de arroz até o fim do ano contribui para a provável perda de sustentação dos preços, segundo Bastos. “Acreditamos que isenção será precificada pelo mercado no curto prazo e cotações seguirão tendência de estabilidade com tendência de queda nas próximas semanas”.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles
Frequência de envio: Diário
Ver todasAlém disso, ele acredita que haverá maior oferta do grão produzido no Brasil. “Mesmo com queda nas cotações, os preços ainda devem se manter remuneradores e trazer margem de lucratividade aos produtores de arroz. Com isso, a expectativa é que se estimule aumento da área a ser colhida a partir do início de 2021, invertendo a tendência de queda nos últimos anos”.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA Conab estima que a colheita do próximo ano fique no patamar das 12 milhões de toneladas, um aumento anual de 7,2%.
Cesta básica no ponto máximo
No mês que vem, a instabilidade dos preços de alimentos da cesta básica deve estar menor, projetou Bastos. “A Conab acompanha com muito empenho a evolução dos preços dos produtos da cesta básica e a evolução do índice de inflação dos produtos alimentícios”, disse ele.
“Acreditamos que preços estão no ponto de máxima, e que no próximo levantamento, o cenário já apresente menor instabilidade dos preços”.













