Gasolina e alimentos puxam alta de 0,24% da inflação em agosto

Dados foram divulgados nesta quarta-feira (9/9) pelo IBGE. Taxa registrada em agosto é a maior para o mês desde 2016

atualizado 09/09/2020 15:57

carro sendo abastecidoAndre Borges/Esp. Metrópoles

A inflação de agosto deste ano foi de 0,24%, a mais alta para o mês desde 2016, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (9/9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A taxa é medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Houve desaceleração em comparação com o mês anterior (0,36%). Em todo o ano, o indicador acumula alta de 0,7%.

O que mais pesou no bolso do consumidor foram os preços da gasolina, em alta pelo terceiro mês seguido, e dos alimentos, que voltaram a subir em agosto após certa estabilidade em julho.

Os alimentos para consumo no domicílio tiveram alta de 1,15% em agosto no IPCA, o que fez com que o grupo alimentação e bebidas registrasse inflação de 0,78% no mês, ante 0,01% em julho.

Para as famílias de menor renda, o impacto, medido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), é maior. Produtos alimentícios tiveram alta de 0,8% em agosto, segundo o IBGE.

No INPC, voltado para famílias com rendimentos de até cinco salários mínimos, os produtos alimentícios pesam mais, e por isso o índice acumula uma alta superior à do IPCA no ano.

“O item de maior peso no IPCA é a gasolina, que fez com que o grupo transportes apresentasse o maior impacto positivo no índice de agosto”, diz Pedro Kislanov, gerente da pesquisa.

“E a segunda maior contribuição veio do grupo alimentação e bebidas”, prossegue o especialista do IBGE.

Os principais itens que influenciaram essa elevação foram o tomate (12,98%), o óleo de soja (9,48%), o leite longa vida (4,84%), as frutas (3,37%) e as carnes (3,33%).

“O arroz acumula alta de 19,25% no ano e o feijão, dependendo do tipo e da região, já tem inflação acima dos 30%”, destaca Pedro Kislanov.

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