Ministra diz que não estava previsto notificar mercados por preços altos

Senacon questionou empresas e associações ligadas à produção de alimentos sobre a medida

atualizado 10/09/2020 11:26

Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, admitiu nesta quinta-feira (10/9) que não sabia da estratégia do governo federal de notificar supermercados e produtores de alimentos pela alta nos preços de alguns produtos.

Em entrevista à rádio Gaúcha, a ministra disse também que “não existe risco de intervenção” do governo federal sobre o preço dos alimentos nos supermercados, apesar da ação da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon).

“Não era parte da nossa estratégia. Eu não sabia dessa estratégia”, afirmou Tereza Cristina, ao garantir que não haverá nenhum tipo de intervenção. “Uma coisa é intervenção, outra coisa são ferramentas que se pode utilizar, como a exportação”, comentou.

“Abusos podem acontecer. Vocês, que são da imprensa, veem que em alguns lugares têm preços abusivos. Arroz de 5 kg a R$ 40 é um negócio que não pode acontecer”, ressaltou a ministra da Agricultura, durante a conversa.

Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nessa quarta-feira (9/9) apontam que os preços dos alimentos para consumo no domicílio tiveram alta de 1,15% em agosto — que registrou inflação de 0,24%.

Os principais itens que influenciaram essa elevação foram tomate (12,98%), óleo de soja (9,48%), leite longa vida (4,84%), frutas (3,37%) e carnes (3,33%). Por sua vez, o arroz acumula alta de 19,25% no ano e o feijão, dependendo do tipo, 30%.

Tereza Cristina ressaltou que, apesar da alta nos preços dos alimentos, não existe risco de desabastecimento. “Existe uma acomodação nos preços e isso nos produtos agrícolas é muito normal”, disse.

“A gente tem que levar em consideração que esse auxílio emergencial fez com que as pessoas também comprassem mais porque muita gente está em casa, muita gente mudou o hábito alimentar. Então, arroz, feijão, óleo para fazer arroz e feijão, foram mais consumidos”, completou.

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