Corpo de Boechat será cremado após velório no Museu da Imagem e do Som

A Band não vai informar o cemitério onde a cerimônia será realizada a pedido da família

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atualizado 11/02/2019 20:39

O velório do jornalista Ricardo Boechat, morto no começo da tarde desta segunda-feira (11/2), será realizado no Museu da Imagem e Som (MIS), na zona de sul de São Paulo. A cerimônia terá início nesta segunda-feira (11/2) às 22h e será aberto ao público.

O velório terá fim às 14h da terça-feira (12/2). Em seguida, o corpo será cremado em cerimônia reservada. A Band não vai informar o cemitério a pedido da família.

Boechat morreu após o helicóptero onde ele estava fazer um pouso forçado no Rodoanel, na zona norte de São Paulo. Ao aterrizar na alça de acesso à rodovia Anhanguera, a aeronave foi atingida por um caminhão, o que gerou uma explosão. Tanto Boechat quanto o piloto, Ronaldo Quattrucci, morreram no local.

Tragédia
A revelação de que o jornalista tinha morrido foi feita ao vivo na Rádio Band. A repórter Sheila Magalhães foi quem noticiou a tragédia. “Boechat apresentou o noticiário da Band News logo pela manhã, esteve em Campinas para um evento de um laboratório farmacêutico, foi a bordo de um helicóptero, acompanhado de um piloto”, descreveu. “Ele pegou o helicóptero por volta das 11h50 da manhã e pousaria no Grupo Bandeirantes por volta de 12h15, o que não aconteceu”, disse.

Por volta das 14h, a Band News informou no rádio que interromperia a programação. Os colegas de Boechat pediram desculpas aos ouvintes, mas disseram que não estavam em condições de continuar a programação. Na sequência, foi deixada apenas a vinheta no ar.

Na TV Band, o apresentador José Luiz Datena foi quem informou a morte. “Com profundo pesar, desses quase 50 anos de jornalismo, cabe a mim informar a vocês que o jornalista, amigo, pai de família, companheiro, que na última quarta, que eu vim aqui apresentar o jornal, me deu um beijo no rosto, fingido que ia cochichar alguma coisa, e, no fim, brincalhão como ele era, falou: ‘É, bocão, eu só queria te dar um beijo’. Queria informar aos senhores que o maior âncora da televisão brasileira, o Ricardo Boechat, morreu hoje num acidente de helicóptero, no Rodoanel, aqui em São Paulo”. Datena chorou ao vivo.

Vida e Carreira
Ricardo Boechat era apresentador do Jornal da Band e da rádio BandNews FM, além de ser colunista da revista “IstoÉ”. Ele trabalhou nos jornais “O Globo”, “O Dia”, “O Estado de S. Paulo” e “Jornal do Brasil”.

Na década de 1990, teve uma coluna diária no “Bom Dia Brasil”, na TV Globo, e trabalhou no “Jornal da Globo”. Foi ainda diretor de jornalismo da Band e teve passagem pelo SBT.

Ao longo da carreira, ganhou três vezes o prêmio Esso e foi o único jornalista a vencer em três categorias o Prêmio Comunique-se (Âncora de Rádio, Colunista de Notícia e Âncora de TV).

Também foi eleito o jornalista mais admirado na pesquisa do site Jornalistas&Cia em 2014, que elencou os 100 principais profissionais do mercado.

Filho de diplomata, Ricardo Boechat nasceu em 13 de julho de 1952, em Buenos Aires. O pai estava a serviço do Ministério das Relações Exteriores na Argentina na época. O jornalista deixa a mulher, Veruska, e seis filhos.

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