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Brasil chega a 200 mil mortes por Covid-19 e bate recorde de óbitos diários

Nesta quinta-feira (7/1), o país registrou 94.517 novas infecções de coronavírus, o maior número desde o início da pandemia

atualizado 07/01/2021 19:12

hospital paciente coronavirus brasil mortesIgo Estrela/Metrópoles

No dia em que Butantan divulga dados sobre Coronavac, o Brasil registrou o maior número de mortes desde o início da pandemia e ultrapassou a marca de 200 mil vidas perdidas pela Covid-19. Os 1.841 óbitos impulsionaram a média móvel, que voltou a crescer nesta quinta-feira (7/1), chegando a 792. O índice, em comparação com o registrado há 14 dias, sofreu acréscimo de 11,2%.

Devido ao tempo de incubação do novo coronavírus, adotou-se a recomendação de especialistas para que a média móvel do dia seja comparada à de duas semanas atrás.

Variações na quantidade de mortes ou de casos de até 15% para mais ou para menos não são significativas em relação à evolução da pandemia. Já percentuais acima ou abaixo devem ser encarados como tendência de crescimento ou de queda.

Em números absolutos, o país registrou 1.841 óbitos em decorrência da Covid-19 e 94.517 novas infecções de coronavírus nas últimas 24 horas, segundo o mais recente balanço divulgado pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass). No total, o Brasil já perdeu 200.498 vidas para a Covid-19 e computou 7.961.693 casos de infecção.

Em nota, o Ministério da Saúde lamentou as mortes. “Em nome do presidente da República, Jair Bolsonaro, do Ministério da Saúde e de todo o governo Federal, queremos nos solidarizar com cada família que perdeu entes queridos. Para nós, não é um momento só de pesar. É também momento de reflexão e de unir forças, para que todos os dias possamos trabalhar empenhados na solução dessa pandemia.”

Veja gráfico:

Os cálculos são feitos pelo (M)Dados, núcleo de jornalismo de dados do Metrópoles, e se baseiam nos relatórios repassados pelo Ministério da Saúde. Essas informações também alimentam o painel interativo com notícias sobre a pandemia desde o primeiro caso da doença registrado no país.

Média móvel

Acompanhar o avanço da pandemia de Covid-19 com base em dados absolutos de morte ou de casos está longe do ideal. Isso porque eles podem ter variações diárias muito grandes, principalmente atrasos nos registros. Nos fins de semana, por exemplo, é comum perceber redução significativa dos números.

Para reduzir esse efeito e produzir uma visão mais fiel do cenário, a média móvel é amplamente utilizada ao redor do mundo. A taxa, então, representa a soma das mortes divulgadas em uma semana dividida por sete. O nome “móvel” é porque varia conforme o total de óbitos dos sete dias anteriores.

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