Pazuello dá três datas como prováveis para início da vacinação contra a Covid-19

Segundo ministro, é provável que vacinação tenha início em 20 de janeiro. Ele ainda anunciou contrato de 100 milhões de doses da Coronavac

atualizado 07/01/2021 17:50

Hugo Barreto/Metrópoles

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, detalhou nesta quinta-feira (7/1) três possíveis datas para que a população brasileira comece a ser imunizada contra a Covid-19.

De acordo com o chefe da Saúde, a hipótese mais provável é que a vacinação tenha início em 20 de janeiro. A data já havia sido prevista pelo ministério no ano passado.

“Até o dia 20 de janeiro – na melhor hipótese – contamos aí com as vacinas do Butantan, caso a Anvisa nos dê a autorização do uso, contamos com as vacinas importadas da AstraZeneca, caso tudo isso aconteça da maneira correta e a Anvisa nos dê a capacidade uso. Em médio prazo – essa é a melhor hipótese – nós teríamos do dia 20 de janeiro a 10 de fevereiro. Contamos aí com as vacinas produzidas no Brasil, tanto a do Butantan quanto a da Fiocruz. E, na hipótese mais alongada, a partir do dia 10 de fevereiro a meados de março, começo de março – mais 20 dias – que seria caso os registros ou a produção tenha qualquer percalço”, previu o ministro durante coletiva de imprensa.

Durante a coletiva, Pazuello também anunciou que o governo federal irá adquirir 100 milhões de doses da Coronavac, imunizante que é desenvolvido pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan.

Segundo o ministro, o acordo foi possível após o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) assinar uma medida provisória, na noite dessa quarta-feira (6/1), que permite a compra de vacinas contra a Covid-19 antes da liberação emergencial junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

“Hoje nós assinamos com o Butantan, menos de 24 horas depois da medida provisória, o contrato para a entrega das primeiras 46 milhões de doses até abril e de mais 54 milhões de doses no decorrer do ano, indo a 100 milhões de doses”, afirmou o ministro durante coletiva de imprensa.

Mais cedo, nesta quinta, o Butantan comunicou à Anvisa que a eficácia da Coronavac é de 78%. Isso significa que a cada 100 pessoas vacinadas, ao menos 78 ficam protegidas contra a Covid-19. A vacina assegura 100% de proteção contra mortes, casos graves e internações em infectados pela doença.

Vacinas e plano de imunização

Atualmente, quatro vacinas estão na fase 3 de testagem em humanos no Brasil. São elas:

  • AstraZeneca + Universidade de Oxford: 70% de eficácia, com uma variação de 62% a 90%, de acordo com a dose aplicada.
  •  Coronavac: 78% de eficácia.
  •  Pfizer + BioNTech: 95% de eficácia e mais de 94% eficaz em idosos acima de 65 anos, segundo dados preliminares da fase 3.
  •  Janssen: ainda sem a taxa de eficácia divulgada.

Em dezzembro, o governo entregou ao Supremo Tribunal Federal (STF) o Plano Nacional de Imunização contra a Covid-19.

O documento prevê a disponibilização de 108,3 milhões de doses para mais de 51 milhões de pessoas de grupos prioritários, divididos em quatro fases.

Apesar de não apresentar uma data para o início da vacinação, o Ministério da Saúde afirmou, em uma nota técnica que acompanhou o documento, que a previsão é vacinar esses grupos prioritários ao longo do primeiro semestre de 2021.

Veja as quatro fases preliminares de vacinação dos grupos prioritários:

Primeira fase:

  • Trabalhadores de saúde: 5.886.718 pessoas
  • Pessoas a partir de 80 anos: 4.266.553
  • Pessoas de 75 a 79 anos de idade: 3.480.532
  • Pessoas de 60 anos ou mais institucionalizadas: 198.249
  • Indígenas: 410.348
  • Número de doses estimadas (duas doses por pessoa) + 5% de perda: 29.909.040

Segunda fase:

  • Pessoas de 70 a 74 anos: 5.174.382
  • Pessoas de 65 a 69 anos: 7.081.676
  • Pessoas de 60 a 64 anos: 9.091.902
  • Número de doses estimadas (duas doses por pessoa) + 5% de perda: 44.830.716

Terceira fase:

  • Pessoas com comorbidades: 12.661.921
  • Número de doses estimadas (duas doses por pessoa) + 5% de perda: 26.590.034

Quarta fase:

  • Professores, nível básico ao superior: 2.344.373
  • Forças de segurança e salvamento: 850.496
  • Funcionários do sistema prisional: 144.451
  • Número de doses estimadas (duas doses por pessoa) + 5% de perda: 7.012.572
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