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Brasil

Após prisão de Silveira, deputado do PSL chama Moraes de "vagabundo"

Carlos Jordy (PSL-RJ) defendeu o parlamentar e colega de partido Daniel Silveira (PSL-RJ), preso nessa terça-feira (16/2)

Rebeca Borges17/02/2021 09:33
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Divulgação/ Câmara dos Deputados
bolsonarista

O deputado federal Carlos Jordy (PSL-RJ) defendeu o parlamentar e colega de partido Daniel Silveira (PSL-RJ), preso no fim da noite dessa terça-feira (16/2).

Silveira foi detido por ordem de prisão expedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. No Twitter, Jordy chamou o ministro de “vagabundo” e afirmou que os magistrados do STF são “ditadores”.

“Acabei de falar com o deputado Daniel Silveira e fiquei sabendo que sua prisão foi ordenada pelo vagabundo do Alexandre de Moraes por ele ter feito uma live criticando o ministro [Edson] Fachin. Não iremos recuar! Espero que o presidente [da Câmara dos Deputados] Arthur Lira aja com postura contra esses ditadores”, escreveu.

O parlamentar também defendeu o poder Legislativo, afirmando que o Congresso Nacional tem “grandeza” semelhante à do Judiciário. Jordy continuou com as publicações no Twitter. Ele xingou parlamentares do PSol que comemoraram a prisão de Silveira. “Vermes de esgoto” e “bebedor de água de esgoto”, disparou o deputado.

Após prisão de Silveira, deputado do PSL chama Moraes de “vagabundo” - destaque galeria
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O parlamentar teve prisão decretada pelo ministro Alexandre de Moraes
Deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ)
Daniel Silveira quebra placa de Marielle Franco
Deputado Daniel Silveira
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Igo Estrela/Metrópoles
O parlamentar teve prisão decretada pelo ministro Alexandre de Moraes
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Deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ)
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Hugo Barreto/Metrópoles
Daniel Silveira quebra placa de Marielle Franco
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Daniel Silveira quebra placa de Marielle Franco

Reprodução/Twitter
Prisão de Daniel Silveira

No fim da noite de terça-feira, a Polícia Federal (PF) foi até a casa de Daniel Silveira, no Rio de Janeiro, com ordem de prisão expedida pelo ministro Alexandre de Moraes. A medida foi solicitada após o deputado publicar, nas redes sociais, um vídeo atacando os ministros do STF — em especial, Edson Fachin.

O magistrado também determinou que o YouTube bloqueie imediatamente o vídeo de Silveira da plataforma, sob pena de multa diária de R$ 100 mil.

Em uma transmissão ao vivo realizada no momento da prisão, Silveira disse que Alexandre de Moraes entrou em uma “queda de braço” e “rasgou a Constituição Federal”. O deputado também afirmou que vai “mostrar” quem são os ministros do STF.

“Tenha certeza: a partir daqui, o jogo evoluiu um pouquinho. Eu vou dedicar cada minuto do meu mandato a mostrar quem é Alexandre de Moraes, a mostrar quem é [Edson] Fachin, quem é Marco Aurélio Mello, quem é Gilmar Mendes, quem é [Dias] Toffoli, quem é [Ricardo] Lewandowski. Vou colocar um por um de vocês em seus devidos lugares”, assinalou o congressista.

Silveira é investigado pelo STF no inquérito que mira financiamento e organização de atos antidemocráticos em Brasília. Em junho, ele foi alvo de buscas e apreensões pela Polícia Federal e teve o sigilo fiscal quebrado por decisão do ministro Alexandre de Moraes.

O deputado negou, em depoimento, o fato de produzir ou repassar mensagens que incitassem animosidade das Forças Armadas contra o Supremo ou os ministros.

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