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“Taxad”: memes não preocupam, mas inquieta entusiastas de 2026

Governo entende que movimento contra Haddad começou de forma orgânica, mas já foi capturado pela direita

Vinícius Nunes18/07/2024 05:30, atualizado 17/07/2024 17:01
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Reprodução
Imagem colorida de Haddad, em meme como super-heróiroi

Antes vistos com bom-humor, os memes contra o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, começam a ser avaliados como anti propaganda contra o governo e uma potencial candidatura de Haddad à Presidência da República, seja em 2026 ou 2030. Se Lula (PT) vai concorrer à reeleição, só ele sabe.

O temor dos petistas é que os memes se tornem virais também na esquerda, visto que antes eram considerados orgânicos, feitos por usuários sem identificação ideológica e com o objetivo único de fazer… “humor”.

Agora, o Palácio do Planalto identifica que perfis de direita “cooptaram” usuários nas redes sociais para produzir os memes. Segundo a avaliação de governistas, há um movimento de descredibilização do ministro da Fazenda, de modo a desgastar a gestão Lula.

Os memes “Taxad”, “Taxarel”, “Zé do Taxão” “Taxa Humana”, entre outros, exageram ao pintar o ministro como um “aumentador” de impostos. As críticas estão baseadas principalmente na “taxa das blusinhas” — cobrança adicional em compras internacionais de até US$ 50 (R$ 271).

Haddad é conhecido justamente pelo ímpeto em tentar aumentar a arrecadação e cumprir o arcabouço fiscal proposto pelo governo federal e referendado pelo Congresso Nacional. Por isso, o governo saiu em defesa de seu ministro. O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) disse na terça (16/07) que a carga tributária caiu de 2022 para 2023, o que não justificaria os memes.

“Se pegarmos a carga tributária de 2022 para 2023, ela não aumentou, até que caiu um pouquinho” — Geraldo Alckmin