
Só pode ser piada: um sanfoneiro nordestino para vice de Bolsonaro
Até a turma do Centrão está espantada com isso

Nada, absolutamente nada contra os sanfoneiros, muito menos nordestinos. Minha mulher tocou sanfona, mas só a conheci quando ela deixou de tocar. Sou nordestino e me orgulho disso. Nasci na cidade onde os rios Capibaribe e Beberibe se encontram para formar o Oceano Atlântico, vocês sabem qual é.
Acontece que o sanfoneiro cotado para vice de Bolsonaro, além de péssimo músico, desafinado ainda por cima, não tem votos para sequer se eleger deputado federal por seu estado, Pernambuco. Bolsonaro encantou-se por ele ao ouvi-lo tocar na Banda Brucelose, de forró. Promoveu-o a ministro do Turismo.
Mas Gilson Machado Neto, 53 anos de idade, que se apresenta como empresário, veterinário e músico, nunca disputou uma eleição na vida, embora tenha se filiado a sete partidos em um período de 13 anos. Fui amigo do seu avô, Gilson Machado, deputado na Assembleia Nacional Constituinte de 1988.
Era um político de direita, o Machado original, ligado a militares, mas um homem com convicções, além de gentil. O neto não passa de um oportunista. Talvez por isso se dá tão bem com Bolsonaro e seus filhos. Com dois deles, Flávio e Eduardo, já viajou a Las Vegas atrás de negócios com donos de cassinos.
De cada 10 votos, hoje, no Nordeste, Lula tem sete, e Bolsonaro menos de três, segundo as mais recentes pesquisas eleitorais. Para perder, Machado de vice será uma boa escolha.
