O tarifaço de Trump ganha impulso e já sobrevoa o Brasil

O sucesso do antiembaixador

atualizado

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© Hugo Barreto / Metrópoles
Eduardo Bolsonaro
1 de 1 Eduardo Bolsonaro - Foto: © Hugo Barreto / Metrópoles

É melhor irmos nos acostumando com a ideia de que os produtos brasileiros importados pelos Estados Unidos serão taxados em 50% a partir do próximo dia 1º de agosto, e que isso não tem volta

A cabeça de Donald Trump é a de um agente imobiliário à procura do maior ganho possível. O preço que ele pede por um imóvel está sempre muito além do preço que acaba por vender.

Trump ganhou fama de amarelar desde que começou a taxar todos os lugares do mundo – incluídas as Ilhas Heard e McDonald, na Antártida, povoadas por pinguins e focas.

E quer livrar-se da fama às nossas custas.  Trump escolheu o Brasil para mostrar como sabe endurecer quando acha necessário.  Não cederá em nada. A não ser que a Justiça absolva Bolsonaro.

Foi ele que vinculou uma coisa à outra, embora não o tenha dito de forma explícita na carta a Lula postada nas redes sociais: se enterrarem o processo contra Bolsonaro, a taxação baixará.

Ou julgou possível que isso acontecesse ou apenas blefou. Se julgou possível é porque não entende coisa nenhuma, nadica de nada de Brasil. Se blefou, aí é que não recuará da taxação.

Em maio, o governo brasileiro enviou a Trump uma detalhada proposta de negociação. Era a maneira de dar início ao diálogo. Ela foi entregue à Casa Branca. E não foi respondida até hoje.

Àquela altura, o antiembaixador Eduardo Bolsonaro, e seu cupincha Paulo Figueiredo, o neto do último ditador do Brasil (general João Baptista Figueiredo), já haviam entrado em ação.

Bateram à porta da Casa Branca atrás de ajuda para sancionar o Supremo Tribunal Federal caso ele insistisse em julgar, condenar e prender Bolsonaro. Saíram de lá com a sanção e o tarifaço.

Tiraram a sorte grande. O antiembaixador do Brasil vangloriou-se dela em vídeos e posts; ainda se vangloria. Foi o maior prodígio da vida dos dois. Agora, é tarde para que reneguem o tarifaço.

Por encomenda de Lula, uma comitiva de oito senadores embarca para Washington na próxima segunda-feira com a pretensão de ser recebida pelo governo americano. Improvável que seja.

É para que não se diga depois que o governo brasileiro não tentou por todos os meios evitar a punição do país. O que Trump quer é ver Lula pelas costas e um presidente de direita na sua vaga.

 

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