O bom exemplo de Paulo Câmara no trato com a indisciplina da PM
Governador de Pernambuco demite comandante da Polícia Militar, mas deve explicações sobre o que ocorreu no Recife, e por ordem de quem
atualizado
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Não foi o coronel Vanildo Maranhão, comandante da Polícia Militar de Pernambuco, que pediu demissão do cargo depois que o Batalhão de Choque reprimiu a manifestação anti-bolsonarista do último sábado, no Recife, deixando feridos e dois homens cegos.
Na verdade, foi o governador Paulo Câmara (PSB) que o demitiu. Câmara mandou avisar ao coronel: ou ele pediria demissão ou seria demitido. Para não passar vergonha maior, Maranhão demitiu-se, e seu substituto já foi escolhido.
Temem-se atos de vandalismo durante manifestações de rua, mas foram os policiais que os protagonizaram ao obedecer a ordens que partiram ainda não se sabe de quem, e dispararem balas de borracha contra pessoas cercadas na ponte Duarte Coelho.
Não se limitaram a isso, nem a jogar bombas de gás lacrimogêneo. Surgiram novos vídeos que mostram policiais atirando contra moradores de um prédio que a tudo assistiam pela janela. Até uma bomba foi arremessada no telhado de um sobrado.
Demitir o comandante da Polícia Militar não basta. É preciso punir os policiais truculentos, descobrir o que se esconde por trás do que aconteceu e revelar as conclusões do inquérito que foi aberto. O distinto público tem o direito de saber tudo.


