Policial agride vereadora do PT em protesto no Recife. Veja o vídeo

O militar disparou spray de pimenta no rosto da vereadora, enquanto ela tentava dialogar sobre denúnciais de violência contra manifestantes

atualizado 29/05/2021 14:25

Arquivo pessoal/Instagram

São Paulo – Durante ato contra o governo Bolsonaro em Recife, Pernambuco, a vereadora do PT Liana Cirne Lins foi agredida por um policial militar. Vídeo publicado em rede social mostra o momento exato em que o soldado dispara spray de pimenta no rosto da vereadora, que cai de imediato no chão.

A equipe de Cirne explicou ao Metrópoles que um grupo de advogados do mandato estava nas ruas, em plantão jurídico, para mediar e evitar ações arbitrárias contra os manifestantes. Com isso, eles ficaram sabendo que, próximo ao Palácio do Governo, a PM disparava balas de borracha e gás de pimenta contra as pessoas.

“A vereadora foi até lá para tentar dialogar com os PMs e evitar a violência, mas a resposta dos policiais foi o gás de pimenta”, afirmou o assessor da vereadora Pedro Ivo Bernardes.

Bernardes afirma que o gabinete vai prestar queixa do ocorrido. “Foi uma violência, uma truculência absurda e desnecessária. A manifestação estava ocorrendo de forma pacífica. Não havia necessidade de ter um batalhão de choque nas ruas”, afirmou.

Assista abaixo o vídeo do momento da agressão:

Em sua rede social, Liana publicou que não se arrepende do que fez.

“Não me arrependo por um segundo do que fiz. Estou sendo criticada por ser impetuosa. Mas se tenho uma carteira de couro com um brasão da Câmara Municipal, é para isso que ele foi feito! O único carteiraço que vale a pena dar na vida! Fiz e faria de novo!”, escreveu.

Veja o post:

Cirne recebeu os primeiros socorros dos próprios manifestantes. Em seguida, foi levada pela sua equipe a uma Unidade Básica de Saúde. Ela está bem, e terá que lavar os olhos com soro fisiológico durante o dia, devido à proximidade que o policial disparou o gás em seu rosto.

O Metrópoles solicitou um posicionamento da Polícia Militar de Pernambuco. Entretanto, até o momento da publicação desta reportagem, o órgão não havia respondido. O espaço segue aberto.

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