Comandante da PM de Pernambuco cai após ação violenta em protesto

Agora, o coronel José Roberto Santana assume a Polícia Militar, substituindo o coronel Vanildo Maranhão

atualizado 02/06/2021 6:34

Vanildo MaranhãoReprodução PM

O comandante da Polícia Militar de Pernambuco, Vanildo Maranhão, pediu, na noite desta terça-feira (1º/6), a exoneração do cargo. Ao Metrópoles, o governo do estado afirmou que o governador Paulo Câmara (PSB) aceitou o pedido.

Segundo nota, Maranhão será substituído pelo coronel José Roberto Santana, que atualmente ocupa o cargo de diretor de Planejamento Operacional da PM. Já o novo comandante será nomeado nesta quarta-feira (2/6).

“As investigações sobre as responsabilidades das agressões praticadas por policiais militares durante a manifestação ocorrida no último sábado no centro do Recife continuam. Há procedimentos investigatórios instaurados pela Corregedoria-Geral da Secretaria de Defesa Social e pela Polícia Civil”, conclui a nota do governo de Pernambuco.

Protestos

Até o governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), repudiou a ação da Polícia Militar do estado que, na manhã do último sábado (29/5), atirou balas de borracha e gás lacrimogênio contra manifestantes que realizavam ato contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

O governador também disse que a Corregedoria-Geral da Secretaria De Defesa Social (SDS) já instaurou procedimento para instaurar os fatos e afastou os envolvidos na agressão da vereadora.

“Sempre pratiquei, na minha condição de governador de Pernambuco, os mesmos princípios que defendo como cidadão e democrata. Repudiamos todo ato de violência, de qualquer ordem ou origem. […] O oficial comandante da operação, além dos envolvidos na agressão à vereadora Liana Cirne permanecerão afastados de suas funções enquanto durar a investigação”, afirmou o governador.

“Sempre vamos defender o amplo diálogo, o entendimento e o fortalecimento das nossas instituições dentro da melhor tradição democrática de Pernambuco”, prosseguiu.

Na ação, a vereadora Liana Cirne Lins (PT) foi agredida por um policial militar e um homem perdeu a visão após ser atingido por uma bala de borracha.

 

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