Lula está obrigado, a partir de hoje, a entregar parte do que esconde

De Bolsonaro, não se espera que entregue o que nunca teve

atualizado

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Ricardo Stuckert
Lula
1 de 1 Lula - Foto: Ricardo Stuckert

Fernando Henrique Cardoso (PSDB) disse que governou o Brasil entre 1994 e 1998 na base do gogó, e ele era muito bom nisso. Entre 1999 e 2002, o gogó não bastou, seu desempenho foi ruim e ele não fez seu sucessor. Lula (PT) derrotou com folga José Serra (PSDB), que fingiu não ser o candidato de um governo impopular.

Lula atravessou a primeira fase da pré-campanha deste ano levando tudo na base do gogó, e ele sempre foi muito bom nisso, embora esteja um tanto rouco. A segunda fase da pré-campanha começa hoje para ele e irá até o início de agosto, quando a terceira, a oficial, terá início, como previsto em lei. O gogó já não bastará.

Cobra-se dele a apresentação de propostas para governar. Os demais candidatos são menos cobrados, mas isso se justifica. É Lula quem lidera as pesquisas. E de Bolsonaro, não adianta cobrar o que ele nunca teve para oferecer. No ato festivo marcado para daqui a poucas horas, Lula será forçado a entregar alguma coisa.

Não se espera que entregue nada de muito concreto, candidato algum entrega planos bem elaborados com tanta antecedência, mas que revele em linhas gerais o que fará se vencer. Afinal, é o mais experiente dos candidatos que disputam a vaga de Bolsonaro; e de 1989 para cá, todas as eleições se deram à sua sombra.

A de 2018 foi uma “eleição crítica”, como costumam chamá-la os especialistas no assunto. Ela foi marcada pela insatisfação coletiva com tudo e qualquer coisa; pela Lava Jato, operação de combate à corrupção jamais vista até então; e pelo fato inusitado de estar preso o candidato favorito a ganhá-la.

A deste ano será uma “eleição normal”; e numa eleição normal, o que “comanda o humor do eleitor é a conta do supermercado”, observa o analista de pesquisas Antonio Lavareda. Em resumo: “É a economia, estúpido”, o que definirá o resultado da eleição, como disse um dia James Carville, marqueteiro americano.

Há 4 anos, Bolsonaro era um franco atirador. Agora, é o incumbente, palavra da moda que significa “quem ocupa um cargo ou posição oficial”. Além do estado da economia, estará em julgamento o que o mais destacado incumbente fez ou deixou de fazer. Aqui, desde 1998, o incumbente-mor nunca foi derrotado.

Mas também aqui o incumbente-mor, candidato à reeleição, nunca enfrentou um ex-presidente. Sem ameaça de golpe, seria algo bonito de se ver.

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